domingo, 14 de março de 2010

Tempero


Essa semana - bom, foram só 4 dias, mas quão eternos... - fora de casa - e dentro de mim - me fez bem. Muito bem. Coloquei para fora meu outro lado, ou eu mesma. Fugi, querendo ou não, dos padrões impostos. Experimentei novos horários, novos sabores, delineei novos sorrisos e novas falas. Vi novos olhares. Provei novas sensações, muitas inesperadas. Usufrui de minhas 24h do dia feito de forma muito presente. E feito presente.

Uma deles foi, enfim, fazer as tãos esperadas fotos em estúdio. Ver-me, ali, sendo valorizada pelos olhos experientes de um fotógrafo profissional despertou em mim várias mulheres. Ou novas maneiras de ser eu mesma. Novos eus, ou meus tantos eus tão fortemente guardados. Ou simplesmente esquecidos em uma gaveta embolorada pelo tempo que teima em ser chato, por vezes aborrecedor. Mas estrategicamente revelados, meus novos ângulos, ou das tantas Joyces que existem em mim.

Outra foi a inusitada percepção de novos gostos. Ao aceitar o convite para conhecer a comida indiana, surpresa e encantamento. O lugar, os cheiros, a aventura de experimentar primeiro para depois se saber o que é. A língua e os sentidos como cobaias. Mistura inusitada - pelo menos para mim - de carnes com yogurtes e ervas, arroz com cravo, frutas conhecidas com sabores nem tanto. A brincadeira do saborear sem sabê-lo, tentativa nem sempre acertada da descoberta, toda ela válida, toda ela divertida, toda ela encantadora. Sensações novas que despertaram em mim minha curiosidade de menina e minha satisfação de mulher.
Viajar, seja para onde e tempo que for. Um abrir-se a novas aventuras, do levantar até o deitar. Viajar me ilumina. Enriquece ainda mais meu saber e meu ser. Eu, lá, viajante do tempo e espaço. Eu como sou. Inteira, entregue, palpitante.
De corpo e alma. Viva. Viva!

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