domingo, 21 de março de 2010

Vivendo



Li em algum lugar que Albert Einstein , quando esteve no Brasil em Março de 1925, ao visitar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, abraçou uma jequitibá rosa e beijou suas raízes. Estão lá, ainda, as duas, feito prova viva da história. O gênio falava, já naquele tempo, em energia da natureza e na quase obrigação de agradecê-la.
Senti um alívio, pois era como se eu, a partir desse momento, fosse considerada normal ( ou não, tratando-se que de quem é, rsss...). Sinto isso no frescor da água da chuva, no cheiro indescritível que vem da terra molhada, no som das águas batendo no solo, no perfume da flores. Nas maciez de certas folhas e pétalas perdidas. Tenho essa mania em mim, da plena vivência com a natureza, mesmo sendo raros os momentos que me dou esse presente. Após a chuva, esfrego minhas mãos nos musgos das árvores e cheiro: meu perfume predileto. Tem aroma de homem feito, de aventura - ou tudo isso junto. E que vigor vem delas! Uma energia difícil de explicar, tão fácil de sentir, desde que com a alma exposta. Pena eu ter me moldado ao mundo e ficar tímida em demonstrar esse amor pela natureza. Pena eu deixar de lado a menina que sou e seguir tentando ser adulta. Mais pena ainda , tenho, da pessoa que ainda não vivenciou isso. Que nunca abraçou uma árvore, nem sentiu sua energia radiante, seu calor interno.
Triste de quem não vivencia isso. Muitas vezes, eu.
Que o Outono me traga de volta meu bem ser eu...

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