quinta-feira, 22 de abril de 2010

Devoção




Não sou muito dada a devoções - a não ser pelos mais de 30 "São Francisco" que tenho em casa - mas respeito e até admiro quem o faz. Não aquela devoção cega, mas a feita de coração.
Isso senti quando admirei a imagem de Mãe Oxum em Ipanema, Porto Alegre. Começando pela imagem, belíssimamente feita, com detalhes tão femininos - como as pequenas flores enfeitando a vestimenta. E pela devoção demonstrada pelas flores e velas a ela entregues. Se em súplica ou agradecimento, já não sei.
Senti naquele momento uma aproximação maior com ela . Ao pesquisar sobre aquela que me encantou em terras gaúchas, entendi o porquê. Oxum é a Deusa dos lagos, rios e cachoeiras. Por isso está lá, ao lado do Guaíba, que muitos chamam de rio, outros de lagoa. Conforme li, suas filhas - ou devotas - são amorosas, românticas e muito apegadas à família e ao lar. E como detestam brigas, fazem de tudo para viver na mais perfeita harmonia. A protetora das águas doces está também fortemente relacionada à sensualidade, pois é considerada a deusa da beleza. Vaidosa como toda mulher deve ser, tem como símbolo o espelho, esse amigo que tanto amamos. E não mede esforços para conseguir o que deseja. É também considerada a deusa das artes, do dinheiro e da riqueza, sejam lá quais forem. Muito sentimentais, seus filhos se emocionam por qualquer motivo. Na vida profissional, procuram sempre estabilidade financeira para ter tudo o que a vida pode oferecer de bom. Nas relações pessoais prezam demais a verdade e a lealdade que colocam acima de qualquer coisa na vida.
Releio e me acho um pouco filha de Oxum. Nem tanto pela riqueza, mas pela estabilidade: gosto de me sentir segura neste campo, mas nunca de forma exagerada. Acho que é para poder me dedicar de corpo e alma aos outros que me interessam mais, como o amor e a harmonia. E sentimental , amorosa e amante do amor, ah, isso sou , toda. Sempre.
Que Mãe Oxum me abençoe! Quem sabe volto lá e faço eu a minha oferenda?

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