terça-feira, 20 de abril de 2010

Frida


Assisti pela "enésima" vez o filme Frida , sobre a vida da artista mexicana (1907-1954) com assinatura Kahlo, que, pela visão de críticos, fazia poesia em forma de quadros.
Ou seria o contrário?
O filme é lindo, criativo, ativo, e lança mão dos quadros dela - e todo o seu colorido até para retratar mazelas da vida - para fazer sua sequência de fatos e até , a partir deles, as cenas do filme. Tens cores fortes e vibrantes - como ela mesmo é - e mesclado de sofrimento e riso, como ela mesma o foi. Já nascida diferente e bem a frente de seu tempo, não se curvou nem diante da vida que a levou a viver mais tempo deitada em uma cama do que mancando, a seu modo, pelas ruelas da cidade. Para isso, teria deixado bem claro até a ideia de ser cremada: " Não me enterre. Já passei muito tempo deitada", disse certa vez. Ou quando teve, entre outros agravantes , que amputar dedos dos pés: "Pés. Para que os quero se tenho asas para voar".
Enfim, uma mulher amante. Amante de muitos/as - até de Leon Trotsky em seu exílio. Amada uma vida toda por Diego Rivera, artista da época. Amante da vida. Amante dela mesmo. E mesmo assim com seus medos, tão bem retratados nas telas. Mas sem esquecer seus sonhos. Paro e penso as tantas formas que temos de nos domar. Telas com suas cores e cheiros, textos com tantas charadas por trás de tão simples palavras. Formas que temos, todos e todas,
e nos vivenciar.
Assisto mais uma vez Frida e me calo. Meu cérebro é invadido por uma força maior. Corro para o computador para me falar.

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