segunda-feira, 19 de abril de 2010

Meu porto


Hoje me despeço, por pouco tempo, do leve vento minuano. Volto em breve para fincar meu pé direito nas primeiras passadas rumo ao meu encontro.
Eu, sempre atenta às palavras, detenho-me ao nome da cidade: Porto Alegre. Porto define algo ou lugar que nos recebe. Onde nos sentimos seguros para um simples passeio, pernoite ou vida toda. Um chegar que bem recebe, feito braços amorosos. Imagino que sou tripulante de um barco entre perdido e ansioso para chegar, ver terra firme. Depois de dias, meses e até anos vendo a paisagem da vida passar, vivendo a mesmice do alto mar, desço. Aporto. Alegro-me com a boa recebida. Acolhida. Olho em volta e me sinto bem. Sinto-me em casa. Acho-me entre as ruas arborizadas e o sotaque gostoso. Caminho entre as ruas como se na minha própria caminhada. Vivo nas casas como se minhas. Entro nelas para ficar.
Ah, melhor ainda se alegre. Um porto alegre é tudo que preciso para voltar a sorrir, para voltar a ter vontade de gargalhar. A ter vontade de me ser por inteira ou de nova me descobrir. Acordar e saber que tenho uma nova chance de ser feliz. Acordo bem. As palavras fluem. Devem ser os espíritos de Drummond e Quintana baixando em mim...

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