sábado, 24 de abril de 2010

Mudando


Andava cismada com borboletas. Melhor dizendo, encantada. E não só a ela em , que amo desde pequena, pelas cores e pela destreza, mas tudo que a ela remetia: bijuterias, cartazes, roupas. Tal cisma desfeita ao entrar em uma loja de Porto Alegre, ali, bem ao lado da "praça do bric".
Em pleno domingo ensolarado, um sem "nada" para fazer, olhar vitrines e achar, entre elas, o tesouro. Adoro conhecer lojas de objetos, destas, saídas do nada. Lá dentro um pouco de tudo que gosto em termos de enfeites para a casa.: almofadas, futtons, louças, enfeites, móbiles, adesivos para geladeiras e paredes. Uns engraçados, outros românticos, bem combinando com minha nova fase. Acho mesmo, cá entre nós, que olhar coisas novas me renova, tem um efeito parecido com uma boa meditação.
E entre tantas miudezas, elas, as borboletas, muitas, em todo tipo de peça e todo tipo de trabalho - bordado, pintura, estamparia. Encantou-me um chaveiro com uma delas, coloridíssimamente bordada, que levo agora sempre comigo, num de meus extremos de me ser (adoro penduricos!). Amei. Pelo desenho e pela pessoa que a escolheu. Encantou-me o bordado, a delicadeza de traços, o receber. Mas só na hora de usá-la no local imaginado - solta, ali, pendurada em minha bolsa - li na etiqueta seu significado. E entendi meu recente fascínio. Ou meu fascínio de sempre.
Estava lá a explicação de tamanha atração: " Em grego antigo, borboleta diz-se Psyché, ou seja, Alma. Por sair do casulo ao nascer, a borboleta é símbolo da alma imortal. Representa auto transformação, clareza mental, novas etapas e liberdade. Assim como a borboleta, que é irresistívelmente atraída pela luz, a alma também é pela verdade divina. Por isso é símbolo da busca da verdade". Gelei. Num pequeno texto, talvez escrito sem maiores pretensões além da de bem vender, tanto de meu momento atual. Tanto de mim como sei que sou e quero voltar a ser. Eu tentando, enfim, sair do casulo. Eu, de novo, borboleta.
Olho para ela. Tons de vermelho vivo, cor que hoje me fascina. Toques de ouro. Ainda não solta, mas presa ao que mais quero: ser eu mesma, por inteiro!

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