segunda-feira, 5 de abril de 2010

Novas passadas


Tenho como livro de cabeceira o "Linguagem do Corpo" de Cristina Cairo. Estou sempre ali consultando para me reconhecer. Para reconhecer em mim minhas fraquezas.
Cristina fala com maestria do que representa cada dor ou problema em cada parte de nosso corpo. E como minhas dores são repetitivas, releio mais uma vez para entender-me.
Por exemplo, dor ou problemas nos pés, e seus dedos , como calosidades, inflamações, e até unhas encravadas ou mesmo topadas e viradas - destas que a gente nem sente - são problemas relacionados com o resolver, assumir. Como se as atitudes não fossem suficientemente fortes para romper o ciclo vicioso. Como uma falta de esclarecimento ou resoluções em relação ao futuro.
Esclarecimentos, tenho. Sei bem o que quero. Mas está difícil seguir em frente. Então leio sobre cãibras, que tenho tido de forma incessante. Alongo-me toda, antes e depois de qualquer situação, e lá vem elas a me atormentar. Abro minha "bíblia corporal" e lá está: " tensões . Traduzem a necessidade de querer manter os próprios direitos, nem que seja através de atritos". Voilà! Como se alguém ou alguma coisa estivesse tentando controlar minha vida, o que me faz ficar na defensiva. Revela insegurança. Medo. Tenho tido. Do amanhã, se assumir meus novos caminhos. De romper as amarras que me prendem. Mas quem não tem?
Paro para pensar, e é verdade. Tanta coisa a fazer por mim mesma, e estou atrelada ao meu dia-a-dia, minha tarefas de "governanta do lar". Ou de cumpridora de tarefas que viraram rotinas em minha vida de mãe e de profissional. Não consigo sair do lugar. Não consigo ir atrás do que realmente quero. Tenho tentado de forma insistente, e como não me vêm, paraliso-me. Engessada, assim me sinto. Apesar de cheia de sonhos. Procuro no livro e lá está: soltar-me. Ir adiante. Correr atrás dos meus sonhos, sejam eles quais forem. E assumir as consequências. Dói, como uma fisioterapia após uma cirurgia, imagino. Mas sem passar por isso não se chega a lugar nenhum. Nem ao paraíso de me ser.
Então vou adiante no texto e fico feliz: tenho panturrilha grossa. Sinal de coragem. E isso me basta!

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