quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quinta Santa


Hoje estou indo para a casa de meus pais. Vou com meu filho, meu grande companheiro, numa longa viagem de ônibus. Serão horas de boa conversa, risinhos fechados, sonecas perdidas, tudo isso tendo como pano de fundo a paisagem já conhecida que passa.
Penso que é Páscoa. Ou quase. Relembro os passeios à procura de ovos pelos campos em terras de minha avó. Revejo em minha frente os ninhos escondidos, as patas desenhadas a farinha. Revejo como dou pouca atenção a isso em minha vida hoje. Meu filho cresceu, lembro, como me eximindo de culpas, enquanto relembro as coisas que fiz, repetindo os passos de minha mãe. Os ovos escondidos, as charadas para encontrá-los, o lanche para o "Seu Coelho". Rio sozinha, enquanto vejo seu cochilar adolescente ao meu lado.
Hoje estou indo para a casa de meus pais e isso para mim já é Páscoa. Meu presente sou eu mesma, desprovida de qualquer tristeza. Deixo-as, todas, para trás. Relembro que a Páscoa é renascimento, relembro meu Outono que veio lotado de amor, revejo meu acordar para mim mesma. É Páscoa, penso, hora de me recomeçar. A minha veio e vem doce feito chocolate.
Vem cheia de novidades para contar. Feito ovo com surpresa.

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