segunda-feira, 3 de maio de 2010

Peso


Em tempos de tomada de decisões, preciso manter o foco. Aliás, todos nós deveríamos ter em mente, em primeiro lugar, as coisas que realmente queremos. Não um simples não se importar com o "restante "- e aqui não me refiro a "resto", palavra que me soa pesada demais para as outras coisas que tenho a viver. Mas é diferente se estamos no pique do dia-a-dia, tomando decisões rápidas, quase automáticas, de digamos, baixa relevância.
Mas quando se trata de escolher novos caminhos, um novo futuro, ah, preciso dar uma parada. Que nem sempre consigo. Essa semana começo, enfim, minha pós-graduação tão pensada. Melhor dizer: tão sonhada. E foi "engraçado" , uma real surpresa, ver como a vida me levou para caminhos nunca antes , sequer, cogitados. Uma mudança de planos - e de rumos - presenteada pela vida, um achar novos motivos que vieram de onde não esperava e , voilá, cá estou eu, trocando não meus caminhos e , sim, os "como", acertando meus próximos passos da trilha sonora de minha vida. Calculando as impossíveis de calcular, dado o meu romantismo frente à vida, probabilidades. Tentando prever o imprevisto. E sim, claro, aquele frio na barriga que me é original de fábrica. E nesse crochet de medos, feliz, muito feliz por isso!
E como não poderia deixar de ser - outro grande defeito de fábrica, não por ser eu, mas por ser mulher - preocupada em deixar meu mundinho ao redor bem. Melhor assumir: perfeito. Casa abastecida, ordens dadas, filho encaminhado. Tudo planejado para que nada falte, a não ser eu. Tudo previamente pensado para que não desencadeie o caos que imaginamos, nós, super - poderosas, acontecerá em nosso ausência. Esquecemos que importância tem um peso que ,
no fundo, não queremos.
Ledo engano. Acho que o caos se estabelece, na real, exatamente por tentarmos fugir dele. Por deixar tudo mastigado, exato, acertado milimetricamente. Sem prever os desvios de conduta, ou do próprio cotidiano. Senhoras do tempo e das culpas, largai seus lares! Deixai aos pais e aos filhos a tarefa de se virarem! Deixai crescer neles o espírito de sobrevivência. Assim, quando o caos, enfim, se estabelecer, ou quando tu, enfim, resolveres te viver, de nada poderão te culpar. Foram muito bem e previamente avisados
(Mas que não deixem de comer verduras (risos)).

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