domingo, 23 de maio de 2010

Doçuras


Eu, como boa gulosa que sou, acho que comida também é poema. Deliciam-me pela visão, tato, olfato e , claro, gosto. Ficam em minha memória gustativa por um bom tempo, senão eternamente. Passeiam em minha mente como quadros a serem lembrados. E amo pintá-los. Ontem, experimentei uma costelinha de porco com molho agridoce. Para acompanhar, batatinhas fritas - ou assadas, sei lá - com um tempero meio apimentado, tipo farofa, sei lá. Para finalizar a festa, uma sobremesa com a combinação louca de quente e gelado: uma mini torta de amêndoas, servida quente - melhor dizer tinindo - pois vinha numa espécie de chapa quente, que recebia uma bola generosa de sorvete de creme. Uma calda quente servida na hora , sobre o sorvete, dava ares de lava de vulcão, escorrendo sobre o gelado, fervendo ao encontrar a chapa. Ares de fantasia, senão mágica.
Hoje um almoço despretensioso, achado ao acaso nos arredores de um passeio mais desprentensioso ainda. Nele, surpresas com mandioca e bacon, batatas suíças , beringelas recheadas e uma deliciosa carne de panela. E para fechar a orgia do dia, uma mesa farta de doce e de delícias: pudim de clara, merengues com creme, manjar de côco com ameixas pretas.
Não estou eu aqui para deixar ninguém com água na boca, mas achar esses presentes pelo caminho, quanto menos esperados. Achá-los por indicação ou na beirada do caminho, e curtir lugares e sabores, bela festa. E se em ótima companhia, perfeição dos fatos. Boa conversa, boa comida e muito riso. Nada mais perfeito para um domingo "qualquer".
Doces momentos, sejam eles doces ou salgados. Melhor ainda se inesperados. Guardo-os me meu caderninho diário de bem viver.

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