terça-feira, 11 de maio de 2010

Mais um


Aproveitando a cara de inverno deste Outono, ontem providenciei um sopão de carne, verduras em pedaços e "cabelo de anjo", aquele macarrãozinho finíssimo. Ver meu filho limpando o prato sem deixar de lado "nadica de nada", deu uma satisfação sem fim. Ou várias. Uma pela não negação de verduras, tão própria da idade - uma "aborrescência" que tem vindo de forma engraçada e ajuizada. Outra pelo aceitar o que tem, coisa que admiro. Pratões limpos, sentamos - nós dois e o cachorro - cobertos, todos, pelo velho e macio edredom, a ver (ou tentar) o jornal e a novela (assumo: adoro Manoel Carlos e suas "tiradas"), entre conversar, assistir a programação ( onde aproveito para puxar assuntos de relevância) e rir.
Isso mesmo, rir. Não há um só momento juntos que meu filho não tente formas de me fazer rir. Diz que adora o som de minha risada - melhor ainda se for de minha gargalhada. Vejo o quanto isso o faz feliz. E finalizamos com um gostos abraço - quando não um colo improvisado - dado ao tamanho da "criança".
Disso que realmente gosto. Destes momentos simples, não esperados e tão esperados, do abraço bem dado, da gargalhada espontânea - seja lá qual motivo. Pode vir de uma observação, pode vir de um ato inesperado. De umas cócegas arrancadas. Da frase repetitiva, mas que a cada vez que pronunciada, faz vir à tona tanta coisa. Por sintonia, quando basta um olhar para o outro e ela vir, alegremente tomando o espaço do falar. Fazemos um jogo de caretas - mais ele do que eu - pelo simples prazer de ver o outro feliz. E o cachorro ali, entre participar ( morre de ciúmes de nós!) ou "reclamar" porque só quer deitar em meu colo. Isso, sim, poderia ser chamada de terapia em grupo! Espontânea terapia que "passa a limpo" o dia, como se deixássemos ali toda e qualquer chatice do dia. E se é mesmo que riso produz serotonina e sei lá mais o que,
fazemos nossa parte.
Estar com alguém que eu goste e que me goste. Conviver. Conversar - mesmo assuntos sérios, aos quais escuto com gosto, se me são colocados como tal. E finalizar com um riso, um abraço, um beijo bem dado, de puro carinho ou apaixonado, indicando que o saldo foi positivo. Alegra meu dia, faz esquecer o que não é tão colorido na vida.
Subo para dormir , olho-me no espelho, e atrás da cara cansada e de tantos problemas a resolver, vejo um saldo positivo por mais um dia. Feliz. Mais uma moeda de crédito em meu cofrinho da vida...

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