terça-feira, 25 de maio de 2010

Pedido


Dentro de toda ingenuidade que me cabe, tenho muitas superstições em mim. Isso me faz voltar ao tempo que soprava essa plantinha a esperar que me realizasse pedidos a cada mini paraquedas. Ou quebrando osso de galinha, coisa que fazia, invariavelmente, com meu pai, que me enganava pegando a parte mais firme. E eram tão poucos pedidos, e tão simples...
Hoje me pego fazendo o mesmo, de outras formas. Conversando com meu anjo protetor, com meu "São Chico", real e imaginário, por exemplo. E ai vem a culpa, ou a dúvida de ser merecedora. Sei que sou e tento assumir aos poucos, para conseguir enganar a mim mesma.
Fugir do padrão enraizado em mim.
Ao contrário dos que pedem farturas e fortunas, peço sossego. Um sossego feito de uma auto suficiência que preciso. Um sossego da paz interior que procuro. Um sossego de me saber dona de mim. De não depender do outro para ser feliz - tirando dele o peso de me ser - e sim de fazer do outro parte de minha felicidade, eu completa. De poder fazer escolhas e poder segui-las. O sossego, enfim, de me saber correta, comigo mesma e com meu mundo.
Rôo as unhas, mal sinal. Aceito minha insegurança, já que vivo um momento ímpar, jamais vivido. Penso nisso como uma fraqueza passageira, culpo hormônios, escravizo o passar dos dias. Culpo o dia chuvoso, a estação indefinida. Estou como o Outono, penso, divertindo-me com minha ousadia: viradas de tempo, chuvas não esperadas, manhas frias e tardes quentes. Noites geladas, se não debaixo do cobertor do amor.
É , fora de mim faz frio. Tempo de levar casaquinho...

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