sexta-feira, 14 de maio de 2010

São Chico


Em matéria de espiritualidade, sou um bicho estranho. Sou Metodista de batismo - em agradecimento a uma pessoa que ajudou muito à minha mãe (só eu e ela não somos católicas em minha casa). Já frequentei a Igreja Católica, a Luterana, a Metodista, Centros Espíritas , e até já participei da Mahikari (imposição de mãos). Gosto do silêncio das capelas, do cheiro de incenso, da luz das velas. Gosto do ar de mistério, da paz que encontro lá.
Não sou contra nada, nem ninguém. Respeito e admiro quem o faz. Respeito e admiro os protetores de todos (com uma pontinha de inveja, até). Acredito numa força maior, acho que faz diferença para quem acredita, e que , pensando em causas mais nobres, é melhor as pessoas estarem frequentando cultos do que bares, por exemplo (e desde que sejam melhores em outros setores da vida também...).
E, puxando meu lado criança, de menina bem educada e crédula, acredito em anjo da guarda, para quem peço e agradeço em minhas orações (acho que seria melhor chamar de conversa...). Vejo esse momento como uma parada no dia, uma pequena reflexão, uma dose de fé em mim mesma, ou em alguém que está precisando. Acredito em destinos traçados e nas surpresas da vida - e tenho tido cada vez mais certeza disso, de como os caminhos se abrem, se complementam, e de como as respostas vêm, se estamos atentos e nos deixamos levar. Ou não, se minha cabeça aposta contra. Do como me protejo dos pensamentos ruins dos outros, das tantas portas fechadas, dos porquês sem resposta. E, confesso, tenho medo de minha força de pensamento: nem sempre a uso em meu favor ( e olha que ela é forte...).
Enfim, essa ladainha serve como introdução para dizer que, apesar disso tudo, gosto das chamadas "vela de sete dias", hábito que peguei com uma das sogras (muitas me serviram mais que os próprios namorados!). Parecem iluminar minhas ideias, fortalecer minhas vontades.
E amo São Francisco de Assis. Já amava a figura alegre, sempre rodeada de animais. E ao saber de sua vida, de sua renúncia e da força da simplicidade nele, apeguei-me. Pelo menos do meu jeito. Não como santo, mas como amigo a quem beijo a testa e faço um carinho.
E pela figura que se apresenta das mais variadas formas. Aliás, já passam de 30. Dá um prazer incrível achá-lo de várias formas. Tenho ele gordo e magérrimo. Dormindo, rezando, abençoando. Triste ou risonho. Até acocorado e deitado de lado. Feito de cerâmica, de madeira e até de pinhão e palito de fósforo (belos presentes! Grata, amigas!). Tenho São Francisco em vários pontos da casa, apesar de concentrado em meu escritório, lugar que, penso, ser mais meu dentro da casa já não tão minha. Tenho minúsculo e enorme. Vejo nele um amigo, uma presença que me traz confiança. Traz alegria onde está. Coisa de quem ama os animais e as crianças.
Como eu.
E nada mais Joyce do que a frase de sua oração quando diz:
"Onde houver tristeza, que eu leve a alegria".
Ah, isso eu sei bem como fazer....

Um comentário:

  1. Esquecesse de dizer que tens uma irmã que, cada vez que vai te visitar,quer levar um de presente.
    Ainda bem que vou pouco..hehehe...
    Realmente ele é carismático, enigmático.
    Um "santo" remédio para as nossas reflexões diárias.
    Com carinho,
    Meg
    Meg

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