quinta-feira, 27 de maio de 2010

Segredo


Ah, como seria bom se a gente simplificasse as coisas. Pelo menos algumas.Tenho conseguido algumas façanhas aqui em casa, como na alimentação (pouca em quantidade e opções). E na minha vida, como dividir tarefas. Ou priorizar algumas coisas, deixando outras para depois. E simplesmente deixando outras de lado, tamanha inutilidade. E não me sentindo tão culpada por estar tomando um café ou um sorvete no meio da tarde. Quem sabe um cinema.
Pensei nisso arrumando a mala para mais uma de minhas viagens quinzenais. Difícil. Vai que o tempo muda, vai que aparece algum compromisso, vai que aparece um imprevisto. Será que vai estar quente? Ou vai esfriar? Será que chove? E se eu me sujar?
E, pior ainda: que sapatos eu levo? Minha tara por eles, tanto pelo conforto quanto pela aparência, o delírio pela perfeita combinação, já me trouxe boas dores de cabeça. E muitos fechos de mala difíceis de fechar. Paro para pensar em quanto tempo perco com futilidades. Ou seria uma forma de me cuidar? Deve ser porque aproveito qualquer saída de casa para me amar. Sozinha, ainda, tanto melhor. Terei tempo de me estudar, olhar no espelho sem ter que dividir a atenção com ninguém, sem responder ao filho onde o casaco dele está. Sem lembrá-lo de levar o casaco. Ver minha pele, cuidar de meu cabelo, ou simplesmente sair como quero.
Viajar me faz bem. Administrar meu tempo comigo mesma. Fazer dele o que quero, meu presente. Deitar em algum canto qualquer e ler. Comer na hora que quiser. E o que quiser. E se quiser. Tomar banho demorado. Tomar sorvete sem me culpar. Sair a caminhar. Ou simplesmente ficar. Sentar para conversar. Namorar a vida, me enamorar.
Viver, vivenciar. Me ser. Meu ser. Ser eu, para variar.
É, mas da necessaire, cheia, não me livro. Vício. Nada melhor do que um spa para começar...

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