sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sexta


Sexta. Dia de estar comigo mesma, longe de tantas coisas das quais quero fugir - ou me isolar. E perto de tantas outras que amo. Muito. Poderia escrever "cesta". Cheia. Cesta cheia de coisas boas. De horas para me amar e ser.
Cá estou eu sob o céu de Porto Alegre, longe da minha casa, dentro da outra. Mas, bah, tchê, como ela me recebe bem! Fico aqui lendo, estudando, preparando-me para mais um dia - seria melhor dizer um bloco - de aula. De aprender, apreender, saber. Dia de ser bem recebida. Inclusive pela vida.
Tenho fome, a vida bem sabe. Fome de tudo. Uma fome que não passa, só aumenta. Um apetite voraz. De cheiros, gostos, gozos. Fome da palavra bem dita e bem recebida. Fome do que não sei, mas aprendo. Fome de mim. Fome de me ser por inteira. De ser, sem ser reprimida. De me saber feliz, vivendo, simplesmente. Fome de vida bem vivida. Degusto o que me vem, mas não sem antes saborear cada gesto, cada gole, cada mastigar. Engulo a coisa já sabida, deglutida, amada. Que amo amar.
Hoje é sexta, minha cesta cheia. Cheia de esperança, cheia de curiosidade, cheia de ansiedade de viver. E para brincar com meu velho e bom português, talvez eu faça minha sesta depois de almoçar...Merecida!

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