sexta-feira, 4 de junho de 2010

Desejo


Feriadão com chuva. Criança em casa. O que fazer? Tirar o dia para ser feliz. Um dia para ser otimista. Sair se for para sair, ficar se for para ficar. sair e comer algo gostoso entre gostosas gargalhadas. Ou ficar e ler, estudar fazer o que se quer da vida.
Hoje dormi no quarto de meu filho , de novo. Tem um não sei que de aventura, de liberdade, de juventude, quiçá de infância. Um muito de amizade, de companheirismo, de cumplicidade. Parece-me melhor, mais aconchegante, eu mais próxima dele. Temos nossas brincadeiras próprias que ninguém entenderia. Como ter a "obrigação" de ficar olhando o aquário a cada intervalo do programa, ele cuidando para que eu não quebre a "regra", eu fazendo de um tudo para burlar. Invariavelmente dormimos com a televisão ligada. E invariavelmente, sou eu que a desligo, num misto de "eu já sabia" com "faz parte". E acordar e ver seu rosto sereno, ainda dormindo, ah, não tem igual.
Assim quero um amor para mim. Um amor que me divirta e me complete. Estar junto com satisfação, quase brincadeira, temperado com muito querer ficar junto. Achar graça no que só tem graça para nós. Achar graça na cumplicidade compartilhada com olhares. Achar graça de acordar todo dia no lado da mesma pessoa, no mesmo lugar, do mesmo jeito. E rir alto, de nós mesmos, sem se preocupar com o que os outros acham ou deixam de. Virar e olhar para ele como se da primeira vez. Ver o mesmo e outro todo dia ao acordar.
Descubro que quero um amor como eu. Um amor suave, um amor de dentro, de alma pura e juvenil. Um amor menino que se encante com as coisas da vida. Que se encante com o tudo e o nada. Que se encante com o que sou. Que se encante com o que somos quando juntos. Como se nascêssemos de novo, um para o outro, a cada dia. Novos enquanto o nós. Doce. Cúmplice. Amor com alma de criança. Como sou. E que venha para ficar.

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