quarta-feira, 2 de junho de 2010

Luto

Hoje perdi um grande amigo. Mais que isso, só eu sei. Soube de forma moderna, pelas chamadas redes sociais, um recado da irmã.
Nada moderno é o meu sentimento. Um sentimento de perda tão grande que nem eu mesma imaginada. Longe daqueles sentimentos que afloram só depois que a pessoa se vai. Posso dizer que morava em meu coração. Uma daquelas pessoas que mesmo estando longe, estão dentro. Um amigo de longa data - dos deliciosos tempos de faculdade - e que me presenteou com sua presença novamente pouco tempo atrás. Pouco tempo, mas muito. Não tem como falar pouco, viver pouco, com ele não dá. Tudo é muito. Até a perda.
Engraçado. Até agora me faz rir. Seu sobrenome - e como o chamávamos: Pimenta. Nunca vi um sobrenome cair tão bem! Dava gosto viver ao lado dele. Tempero da vida. Chacoalho da vida, melhor dizer. Não deixava pedra sobre pedra. Não se deixava passar. Não passava: grudava na gente feito cola. Ardia feito malagueta. Fazia e acontecia. Mesmo se as coisas não acontecessem, lá esta ele, a nos cutucar.
Vai com Deus, amigo, vá em paz. O céu nunca mais será o mesmo. Nem a Terra, onde temos que ficar, mesmo sem teu tempero...

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