segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vai!


Dia complicado, curto. Dia de torcer pelo Brasil e isso já dá a ele uma conotação entre ansiosa e nervosa, assim como estava - está - ansioso e nervoso o povo nas ruas. O meu começou difícil, com uma viagem que deveria durar nove horas e durou 13. Some-se a isso um filho que, enfim, comprou sua "vuvuzela "- um som que , para mim, passou de interessante a irritante graças à insistência e redundância.
Mas não culpo o dia, nem o ônibus quebrado, nem a fila da BR 101 por causa de um caminhoneiro descuidado. Não culpo nem meu filho que tenta, insistentemente, aprender a tocar a tal corneta da vez. Não culpo lá fora, nada me vem do exterior. Minha ausência de tudo vem de mim mesma. Vem deste contraste louco que vivo, entre euforia e melancolia. Entre o laranja e o cinza. Entre o muito que se tem a falar e o silêncio imposto. As segundas ficam mornas depois de finais de semana cheios de calor, apesar de tanta chuva e até trovões. As segundas ficam tristes se não se tem o que dizer. Se não se tem vontade de começar. Não devia ligar. Afinal, segundas são sempre começos, e começos são sempre chatos. Ou pelo menos pensar que é só mais uma semana a enfrentar.
Vamos lá, penso eu. Mais um jogo vai começar. Não o meu, mas o do mundo. Melhor me desligar da vida já que ela, aqui, não tem muito para me dar.
Vai lá, Brasil! Tenta me alegrar!

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