quarta-feira, 23 de junho de 2010

XY


Enfim o sol deu o ar de sua graça, como dizemos nós, os "X". Falo isso porque estou e estudando as tais "geração X e geração Y" ( é...dava um bom texto, quando eu, enfim, defini-las em mim...acho que sou geração XY ). (risos)
Então, estou eu aqui entre a vida Y lá fora que chama a uma caminhada - e meu corpo que pede para tirar o mofo de músculos e alma - e as "tarefas" da vida X aqui de dentro. Vivo dois mundos, literalmente, por isso não acho nada difícil que seja de uma geração mesclada, entre os comedidos X e os atirados Y. Dava até uma boa dissertação para a minha pós. Ou um livro (está ai um pensamento Y...) .
Pense comigo: não gosto de coisas repetitivas, da mesmice imposta. Nunca gostei. Não gosto de horários "pro - postos", nem tarefas alinhadas em fila. Tenho agendas, mas não uso. Tenho relógio, mas ele tem para mim um outro significado, lembrando meu lado Y. Mas preciso disso para me alinhar. Preciso de listas, de horários, de agendas marcadas, de ver as horas para me orientar. Para não perder o fio. Para não esquecer meus papéis "secundários", ou seja, os de ser as outras - mãe, profissional, escambau - e não eu mesma. Ser meu lado X.
A Joyce que conheço - e quero ser - é geração Y, empolgada, correndo atrás. A Joyce Y muda as regras no meio do jogo, pede mais. Muda de rumo sem medo de errar. Enfrenta o mundo Y com as armas que sabe usar. Anda - e fala - em disparada, difícil de alcançar. A Joyce Y vai, extrapola, pega, devora, gargalha, se tira. Vive.
A Joyce X, chamarei assim, fica ali, lembrando das coisas que tem que ser feitas. Pede. Espera. Mede. Segue a vida, não a leva. Segue a agenda e o relógio. Segue a regra. A Joyce X segue quieta, economiza palavras, retém. Não vive.
Enfim, dava uma boa tese. Fui criada para ser X, mas quero ser Y. Ou pelo menos os dois para começar a me adaptar, cada um a seu tempo. Enquanto as duas partes não se resolvem, feito cão e gato, anjo e demônio - fica a seu critério julgar - vou colocar meu tênis e sair para passear...

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