sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Abraccio


Minha terapeuta, faz um bom tempo atrás, quando eu ainda dependia dela para saber o que queria e o que não queria da vida, perguntou do que mais sentia falta. Respondi na lata: abraço. Um movimento fácil, e ao mesmo tempo complexo, de envolver e ser envolvida por dois braços. O calor do outro em mim. Bem mais que isso. Unir-se à outra pessoa, ser uma só. Unir o calor em um só. Nele se sente o que o outro sente por nós.
Abraço de mãe, pai. Da irmã e do irmão. Abraço de filho, na chegada ou na partida, ou por nada, amo ( recebo, como recebo!). Abraço do amado, abraço grátis ( campanha tão fácil e ao mesmo tempo tão difícil do free hug) , amigo recémAdicionar imagem conhecido. Do amigo de longa data. Mostra empatia. Resposta. Abraço de compaixão e de comemoração. Abraço que mata a saudade e que já anuncia a próxima. O abraço que não deixa a gente ir. Que apoia no momento em que mais se precisa.
Mais que beijo, mostra envolvimento. Mostra cuidado. É engraçado, mas o cumprimento de dois ou três beijinhos não me parece tão intenso. Por vezes pura convenção. Mas o bom e velho abraço demonstra muito. Ainda mais se aperta no peito. Acolhe. Responde. Aceita.
Aquece minha'lma. Alimenta quem sou.
E mais , muito mais que aperto de mão, que também precisa ser preciso. No segurar a minha mão, o outro me diz "prazer em conhecê-la". No abraço, muito mais que isso. Convencimento. Recebimento. Parece colo, que dou e recebo quando me sinto encorajada ou encorajando. Aconchego. Paz de espírito. Apoio. Amor, esse que me faz a diferença. Que me faz crescer. Esse que me sustenta. Que me encoraja a ser eu mesma.
...Lembrei das tantas vezes que me abracei sozinha para dar conta de tanta falta...

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