segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Freio


Tem dias que a coisa não flui, e ai não adianta espernear. Hoje meu provedor está fora do ar, bem no dia que aguardava muitas respostas. Sinto-me como que atrasada para um compromisso, estando como que encaixada num engarrafamento sem fim. Não se vê outra saída a não ser esperar. Invariavelmente, quando isso acontece, ficamos andando em círculos, remoendo emoções que de nada resolvem o fato. A respiração se altera, e com ela o batimento cardíaco, e o tempo parece ainda mais implacável, correndo em nossa frente. Nosso fast life.

Frente a situações como essa, sobre as quais não temos domínio - entre tantas e tantas outras, pois não somos, acreditem, deusas, nem fadinhas com varinhas mágicas - a sensação de impotência pesa feito mala sem alça e sem rodinha - quem sabe cheia de pedras e ainda de fecho estragado. E nem adianta se debater. Relaxo. Faço as coisas pendentes guardadas na gaveta ao lado. Quem sabe aquela faxina já atrasada, dos papéis inúteis e do pó dos dias. E fico a pensar em formas de resolver depois os entraves que aparecerem pelo caminho. E na inabilidade de resolver as coisas, na inabilidade imposta de se ficar à espera, ou de treino oficial da paciência, relembro e rio do ditado infâme: "diante do inevitável, relaxa e g...". Tento fazer desse passar de horas meu slow day...
Já limpei a vida, tomei um banho demorado, arrumei o que dava - e queria - dos ítens que coloquei na lista de espera - quase um overbooking. Sento, penso e escrevo, tentando organizar-me por dentro, sentimentos e desejos. Listar ideias mofadas, trocá-las por novas em folha. Relaxo os dedos nervosos no teclado, enquanto refaço meus passos. De fundo, o barulhinho do relógio me avisa que o tempo do mundo não parou. Que as nuvens estão passando, como passa o sol por cima da terra, puxando a lua. Assim como passará este desabafo, da qual nem lembrarei amanhã - um dia que promete muito, dois em um, já que o de hoje resolveu descansar.
E como disse Peter Gabriel em matéria na televisão: "é no passar das horas que me inspiro"...
E lá se vai mais uma xícara de chá...quem sabe uma sopa...

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