terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pelada


Postei uma frase no mural do Facebook que me fez parar para pensar. Saiu dessa cabecinha que anda perdida por aqui, em algum mundo à parte, só meu.
" Não sei se quero que o meu tempo voe ou pare. Na verdade, quero que ele me pertença...".
Pensava no quanto tenho feito coisas que não me agradam. Muitas, nem um pouco. Como se não soubesse meu lugar no mundo, ainda. Ou como se soubesse, mas que ainda não tivesse alcançado meu melhor lugar, meu lugar ao sol, meu mundo laranja. Meus dias tem sido feitos de "aindas", o que me aborrece deveras. Sei o que quero sei onde está, mas os cumprimentos de deveres me impedem.
Difícil chegar a essa altura do campeonato, 46 minutos do primeiro tempo, saber como fazer os gols, driblar tantos outros, mas ser impedida pelo juiz. Minha vontade , muitas vezes, é de ser expulsa de campo. Mas isso seria pura covardia com meus companheiros de jornada, aqueles, que estão ao meu lado, com quem completo um time. O negócio é ir jogando, apoiando quem está a fazer gols, e esperar minha melhor hora de agir. Eu e o goleiro, frente a frente, de pênalti ou de jogada nada ensaiada, tanto faz. O gol é minha meta, nem que seja na prorrogação. E nem precisa ser bonito, não. Basta valer, basta contar no placar.
Mas, voltando ao tema tempo (como fui parar num campo de futebol?), queria ser dona do meu. Uns dias, os chatos, não importa se chuvosos ou ensolarados, a passar bem rápido. Os outros, meus, a passear numa lentidão de ser deixada para trás por qualquer lesma cansada de guerra. E dizem por ai que os dias estão mais curtos. Mas se curto bem os dias, eles se alongam. Nem que seja para ficar debaixo de cobertas...

Nenhum comentário:

Postar um comentário