quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sìndrome de Joy


Fico fascinada como temos, ainda e a todo momento, coisas a aprender. Bem disse o livro que estou estudando, sobre comunicação, que o ideal não é fixar-se em um só tema e sim, ler de tudo, conversar com todos e, ao meu ponto de vista, viver com os olhos atentos e coração aberto, sempre, o que chamo de vivenciar. A curiosidade é que move meu mundo, sempre. Meu tempero. Meu sal.
Procurei e estava lá: " Síndrome de Stendhal, síndrome da sobredose de beleza. É uma doença psicossomática bastante rara, caracterizada por aceleração do ritmo cardíaco, vertigens, falta de ar e mesmo alucinações, decorrentes do excesso de exposição do indivíduo a obras de arte, sobretudo em espaços fechados. O nome da síndrome se deve ao escritor francês Stendhal (pseudônimo de Marie-Henri Beyle) que, tendo sido acometido dessa perturbação em 1817 (!!!)em uma viagem de Milão a Reggio. Absorto na contemplação de tão sublime beleza, descreveu ele, atingi o ponto no qual me deparei com sensações celestiais. Tive palpitações, minha vida parecia estar sendo drenada...".
Pensei mais longe, não só na beleza das grandes artes. Pensei nas belezas postas à mesa do dia, no encanto que tenho diante de uma flor, canto de passarinho, sorriso de criança. Na alucinação de uma bela gargalhada, daquelas em que perco o ar. Do prazer morno do beijo na testa do filho. Do perder a noção do tempo numa boa leitura , assistindo um bom filme, onde o tempo é outro. E na paixão cega e desenfreada, do ficar a olhar por horas a fio sem nem se dar conta. Minha síndrome, que chamarei de "Síndrome de Joy" , só acontece quando estou atenta, quando a vida não me puxa para baixo. Quanto a frivolidade do todo me faz ficar cega ao encanto do detalhe. Quando me separo de mim mesma e me deixo levar pelo passar das horas tristes. Meus sintomas aparecem quando estou convivendo com a arte, sim, feito Stendhal, mas a arte de bem viver, não encerrada só nos grandes museus. Está lá fora, em qualquer lugar, a me esperar. Ou bem aqui, dentro de mim, esperando aflorar.

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