sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pipoca


Feriado chegando. Meu descanso será em minha terra natal, em companhia de meu filho. Sábado, com certeza, voltinha na praça, com direito a feira de artesanato, banda no coreto e , óbvio, pipoca - dessas, de pipoqueiro, nosso centro das atenções, quase ponto turístico. Á tarde, cinema, sagrado, enquanto os avós dormem. Quem sabe um café de mãe no finalzinho do dia. Assistir televisão com o filho no colo. E dormir sem pressa para levantar, coisa que ando precisando.

Domingo com caminhada logo que o sol dê as caras com vontade. Talvez a gente dê um pulo até a praia. Uma passeada na beira do mar, se o vento estiver de férias em outro lugar. Pegar um "bronze primaveril" enquanto se lê no jardim da casa. Soneca sem hora marcada, almoço enjambrado, leitura de revista velha, quem sabe Seleções. E uma divertida passada no mercadinho, que sempre traz surpresas - quem sabe um picolé. E, tudo, ou quase, à pé, já que as distâncias deixam. Entra no pacote muita conversa e muita gargalhada, coisa fácil quando se trata de viajar com meu filho. Tudo é motivo de riso. O nada também.
Feriado chegando e levo comigo a simplicidade das horas. O silêncio do caminho, a falaçada do encontro. Muita mão dada, muito abraço sem pedir. Muita comidinha arranjada, muita desculpa para nada fazer, a não ser ver o tempo passar.
Paro e penso: porque esperar um feriado? Porque deixar os dias passarem por passar? Fazer do dia, descanso. Segundas com cara de diferente. De saída do trivial. Coisa em que tenho me especializado. É fácil. É só querer. E ter companhia. Quem sabe lembro disso no dia-a-dia. Quem sabe a vida topa e me leva para passear. Vida pipoca , ao invés de vida piruá.

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