quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Out!


Estou fora do ar. Meu micro entrou em pane. Nem liga. Não achei ruim. Estava precisando desta pausa.
Mas ai para para pensar e venho para o lap top de meu filho. Última geração, tudo d e bom, ótima conexão. Muito mais do que precisa um adolescente que usa a tecnologia apenas para se conectar para jogar. Ou fazer uma ou outra pesquisa que  traga algum interesse.  Comparando o meu com o dele, poderíamos falar de Fusca 66 e , digamos, uma BMW. Sendo que meu uso do 66 é para trabalho. A BMW dele, para passeio de domingo.
Hoje em dia é assim mesmo. Enquanto na minha infância nossa vontade não contava em nada - nem na escolha do melhor bife, hoje mandam em nós. Ou em quem deixa. Eu sou meio às avessas. Não daria tudo o que ele  tem, mas parece que faz parte do ser alguém. Se não tiver essas coisas é como se  não fosse ninguém. Com certeza terá um bom carro já ao passar no vestibular. Eu tive o meu depois de suar muita camisa e contra nota por nota. E foi um carro qualquer. Destes, que anda. Vê a diferença?
Ah, ele vai passar cinco semanas fora. França, Inglaterra, Portugal, Espanha. Eu mal conheço Buenos Aires. Que também paguei com nota sobre nota, e todas saindo do meu bolso. Europa? tenho uma promessa gravada em papel. Sem valor, já que o que vale é o fio do bigode. E quem fez , não tem bigode. Dai...
Espero que estejamos certos. Que essas facilidades dêem aos nosso filhos fibra, discernimento, vontade de correr atrás - ou na frente, melhor pensar. Espero que tudo o que damos seja, enfim , valorizado. Ou, se for pensar como gosto - e como sou - que seja feliz. Com ou sem tudo o que ganha de bandeja. Que não fique sempre esperando que o mundo faça por ele o que o "paitrocinio" faz.  Se ficar, estarei lá para realinhá-lo nos trilhos, eu e minha frieza, meu outro lado que poucos conehcem,  para que tome seu rumo certo na vida.
Agora, com licença. Vou levar o príncipe na aula de natação. Faz parte de meu contrato de mãe.

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