quinta-feira, 4 de novembro de 2010

De cão!




Tive uma noite de cão. E ai fico pensando de onde saiu esse termo, já que olho para meu cão e vejo como ele dorme gostoso. Como relaxa. Como desliga do mundo. Até os de rua dormem bem,
encostados uns nos outros, ou nos donos.
E pela manhã, pensando nos porquês, um pensamento puxando outro, e mais outro, virando um montão. Como se eu puxasse um fio, ali, pedido na praia. E viesse com ele outros tantos, e  tantos outros, que mais pareceriam, ao olhar  de longe,  uma enorme rede de pesca. Porque rede de pesca? Trama difícil de desatar, ainda mais se pensarmos que é um fio só. Serve para algo lá no mar, mas em terra pouco - ou de nada  - vale. Não se sabe de onde vêm, porque vêm, e muito menos o que fazer com esse lixo nada ecológico, que pode levar mais de cem anos para se dissolver. Que machuca. Que segura nossos movimentos. Espero que as minhas preocupações - ou apenas pensamentos -  não levem tanto tempo para se dissolver. Para desatar os nós. Para virarem pó. Ou arte.
Deve ser o espírito de final de ano se apoderando de mim. Mais um ano passando rápido e  é complicado ver que sobram sonhos quando faltam dias no calendário. E a ansiedade de um novo ano - nada novo, diga-se de passagem, que é sempre o mesmo, mas que se pensarmos assim, desesperançosos, o que será de nós? E porque, em sabendo disso, deixamo-nos levar por essas picardias? Porque entramos no rítmo alucinante do ter que? Porque entramos na onda - quase um tsunami - do mundo imposto?
Meus pensamentos noturnos, nada companheiros, eram pequenos perto do que espero para mim. Nada de sério. Apenas uma listagem de tarefas  - eu e minhas listas!- a serem feitas até lá. Providências a serem tomadas antes que o sol do dia primeiro de 2011 desponte no horizonte de minha vida. E o tão esperado momento de isolar-me. Preciso disso. Estou necessitada de uma parada estratégica. Um afastar-me para ver melhor. Como que planejando como sairei da correnteza em que me encontro, que está me levando para todo lugar menos onde quero estar.
A lista era pequena. Os "problemas" solúveis  ( tá...só não há solução para a morte, xô!). Hoje me parecem marolas (...já ouvi isso em algum lugar...) . E nada como uma boa noite de sono para me refazer e me animar. Afinal, as festa estão ai, os presentes, as férias...ái!

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