segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Onze





Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo,
eu tiro um arco-íris da cartola.
E refaço.
Colo.
Pinto e bordo.
...Porque a força de dentro é maior.
Maior que todo mal que existe no mundo.
Maior que todos os ventos contrários.
É maior porque é do bem.
E nisso, sim, acredito até o fim.
Caio F.Abreu

Li esse poema no perfil de uma amiga no Facebook - a "Belle d'Jour", codinome  de uma mulher de belíssimo gosto em textos e obras. Gostei. Tem um "quê" de positivo que necessito, nestes tempos de cobranças internas intermináveis.
Ando bem sensível. Muito. Choramingando por qualquer coisa (qualquer coisa mesmo!) ou por coisas que antes nem dava bola (como ser tratada como uma ninguém). Enraivecida por nada - ou seria tudo, que tento camunflar com meu jeito de "ir levando"? Não sei se pela proximidade de mais um final de um ano nada comum, nada fácil. Ou o famoso  - e nada comprovado - "Inferno astral", aqueles dias terríveis que precedem ao nosso aniversário. Uns dizem que são dez dias, outros, que um mês inteiro.
Poderia ser um ano?  
Dezembro se aproxima e é como se eu visse um demônio em minha frente. Deve ser o cobrador desdes últimos 300 e poucos dias batendo à porta cobrando decisões. Se cobrasse em dinheiro, eu pagaria. Venderia a alma para me livrar dele. É...dinheiro não traz felicidade, mas quem sabe convence o capeta?
Falando sério, 'eita' aninho nada normal! Já diz o texto de Baumann ('tá' certo, já falei demais dele aqui...merecia até um certo crédito do autor...) que a felicidade pode estar em querer pouco. Que quem se acostuma com o básico é mais facilmente abraçado pela felicidade. E ai eu paro para pensar: será que o que eu quero é muito?  Quero ser eu mesma. Já estou quase careca de falar isso. Ontem fiz todo um texto sobre isso que pesou como pedra no estômago. Hoje, passado a limpo, pesa feito água. Mas não teriam as duas coisas o mesmo pesar? A água disfarça seu peso, mas enche, pesa de qualquer forma. Tente beber uns 10 copos de água morna, em jejum,  um trás do outro, e depois me diga. E não se iluda: a água fura a pedra, você bem sabe disso...Lembra? "água mole em pedra dura...".
Mas, enfim, o final do ano se aproxima e traz mais um número em minha vida. Entro na casa do sete. Na numerologia, na casa dos onze pela soma dos números. O Onze (assim, mesmo, em letra maiúscula, para que ganhe destaque na minha vida) , diz lá, "gosta do poder, que lhe permite realizar os seus desejos. Busca o domínio das situações - e, muitas vezes, das pessoas. Quer ter as rédeas de sua vida em suas próprias mãos, e sempre que pode, faz valer a sua vontade". O que bastou para me deixar mais animada.
Diz que o Onze é o inventor da frase "querer é poder". Tomara esteja certo. Tomara me dê a força que está me faltando para virar a mesa. Quem sabe ele me descobre debaixo dela...





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