terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Novo?


 
"Jamais haverá ano novo, se continuar a copiar os erros dos anos velhos."
Luís de Camões


Ler essa frase e saber de sua autoria , choca. Lição tão antiga e tão pouco acreditada, ou pelo menos seguida. E não só em relação a um novo ano. E, sim, ao próximo passo, dentre tantos que damos na vida, num dia, num minuto.
Já falei aqui da minha visão da vida como um enorme e contínio jogo de escolhas. Como numa jogatina, cartas são apresentadas a cada momento e cabe a nós fazer a escolha, feito consulta de Tarô. Junto à frase de Camões a imagem da mesa cheia de cartas não marcadas a uma frase dita por uma amiga - a de que "não são os outros que nos fazem as coisas. Nós é que deixamos que eles nos façam". Paro e penso que estão, todos, certos.
1) Nada é novo se continuarmos a copiar - ou deixarmos acontecer - velhos erros, as cartas marcadas, viciadas, seria o termo certo; no máximo, um reciclado, revisado, mas não novo
2) Sim, a vida pede escolhas a cada momento, e nada mudará se escolhermos as mesmas cartas, os mesmos caminhos que já sabemos onde vai dar. Se fizermos o mesmo jogo, usarmos da mesma estratégia
esperando resultado outro.
Sei bem do que falo. Tenho diploma, mestrado e doutorado nisso. Sou PHD. Sempre vou pelo lado mais confortável - nem sempre para mim, mas para o outro. Devo ter aprendido isso cedo, em casa, sendo a 'queridinha do pai'. A que não teima. A que não apanha - porque nada faz de errado. Já fui mais corajosa, bem mais. Mais peituda. Mas sempre de uma forma extrema, 8 ou 80: não direta, sempre dando voltas, ou grosseiramente seca, impetuosa. O que me colocou no stand by da vida foi o medo. O medo do amanhã. Deve ser , ainda, sequelas de um tempo ruim - que, aliás, me parece cíclico. Organizei as ideias, dei prazos, e ao invés de ir à luta, esperei sentada, confortavelmente sentada no sofá da sala, como se os problemas fossem se resolver a contento. Sózinhos. Por livre e espontânea vontade - do outro, não minha. Ao falar o que queria - e isso eu sempre fiz , bem ou mal - achei que tudo aconteceria.
Já enfrentei cachorro louco, já peguei ladrão na escada, já segurei pai raivoso. Talvez tenha deixado para trás minha coragem. Está ai um bom pedido para o Papai Noel. Ou Yemanjá.




















 






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