quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ok!



Ouvi no rádio do carro, enquanto andava "pra cima e pra baixo" na correria do dia: a expressão OK é a mais usada no mundo. Segundo o linguista Allan Metcalf, autor do livro “OK”, ela é a invenção mais sensacional da língua inglesa, e é difícil explicar por que é tão bem sucedida.
E continua:  “Oquei”, a palavra “mais falada e digitada do planeta”, surgiu como uma piada. Foi como uma brincadeira que um jornal de Boston criou, em 1839, a expressão “O.k.”, que designava “tudo certo” e que se propagou a ponto de ser reconhecida hoje em qualquer parte do mundo.
Seu sucesso, segundo ele, vem da facilidade de pronúncia e do próprio som, fáceis, na maioria das linguas faladas na terra.  Ah, e da  equilibrada mistura de uma letra redonda com uma pontiaguda.
Eu já ouvi falar em "Orders off the King", que não teria outra conotação a não ser impor algo. Ou até "zero kill", ou seja, zero de baixas numa guerra, durante a Guerra de Secessão, nos Estados Unidos. O que seria muito bom. De um ou de outro, resta, pelo menos a mim, a sensação da língua de fora dentro de nós. Uso pouco, não em parece intima o bastante. Como tantas e tantas que nos vemos quase que obrigados
a falar em nosso dia-a-dia. E que nos deixa , por vezes, pedante.
Metcalf fala da mania de um jornal de Boston, que usava no sentido de " all correct". E de nada menos de que 18 dessas versões, tanto nos Estados Unidos quanto em outros idiomas, até uma variação de “okeh”, um termo indígena usado pela tribo choctaw como "está certo", no fim das frases. E vai mais longe, muito mais:  diz que ela é “a resposta americana a Shakespeare. É uma filosofia inteira expressa em duas letras”. Pobre Shakespeare ter que ouvir isso...Liga, não, mestre. Americano tem essa mania de tomar tudo para si - mas só as glórias! 
Não sei se a coisa vai assim tão longe, ou se é mais um exemplo de que qualquer assunto pode virar um livro  de autoajuda (sim,esse se intitula como tal), o que para mim só ajuda a ele mesmo, autor, como tantos e tantos outros, a encher os seus bolsos de dinheiro. Talvez fosse, pois, independente de onde vem, o ok me parece bem positivo. Ou pode vir no sentido de que sempre abreviamos as coisas, como se estas duas simples letras, juntas, desenvolvessem um texto complexo. Um tema a ser tratado. Um tratado. Tese de doutorado. Um livro. Quem sabe um best-seller? Vai saber. Já se tem tanta inutilidade por ai...
Ok, ok, só estou no meu inferno astral...





5 comentários:

  1. Ótimo post. Essa e outras versões da origem da palavra O.K. já foram muito bem contadas, em português, no livro ONCE UPON A TIME UM INGLÊS... A história, os truques e os tiques do idioma mais falado do planeta, de John D. Godinho. O livro também descreve as várias formas de escrever O.K., bem como explica as múltiplas funções gramaticais que ela pode exercer. Os mistérios por trás da palavra foram desvendados pelo professor Allen Walker Read, da Universidade de Columbia, após 20 anos de pesquisas. A palavra O.K. não passaria de uma brincadeira se não fosse popularizada pela campanha política do candidato a presidente Martin Van Buren com seu O.K. Club. Infelizmente para os democratas na época, o O.K. Club não era tão O.K. assim—Van Buren foi derrotado. O livro do Godinho é sensacional.
    Mauro Q.

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  2. Não seria Mauro Oquei?

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  3. Sim tb estou no meu inferno astral...se vc sabe o que fazer pra aliviar esse estado de espírito me conta?Bjão

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  4. Olá, Joyce,
    Acabo de ler no www.englishexperts.com.br que a terceira edição do livro ONCE UPON A TIME UM INGLÊS, de John D. Godinho, já está disponível na internet nos sites www.clubedeautores.com.br e www.agbook.com.br .
    Um abraço.
    Mauro Q.

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