quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pedido



Quinta, final de tarde. Semana sim, semana não, meu ritual é o mesmo. Café da tarde com o filho, depois banho demorado, arrumação final da mala - com a  dúvida de sempre: será que vai estar frio ou calor?. Depois, novelinha com filho e cachorro,  revisões das coisas, despedidas, táxi, rodoviária. Ónibus, ajeitar-se e esperar as horas passarem. No caminho - pelo menos no início, enquanto o sono não chega para acalentar - vou revisando meus planos do dia seguinte. A chegada - que nunca se sabe a hora - a cidade que aprendi a amar, o dia passado meio sonâmbulo, rever os colegas, assistir a aula.
Ritual do ano, esse. Estou nesse vai e volta desde abril, quando, enfim, abriu a turma de branding. Nos primeiros momentos  a tensão de ser bem aceita. E a cada bloco,a  cada novo professor e assunto, frio na barriga. Dizem até os mais sabidos que é assim mesmo.
Comigo sempre foi, com tudo que me é novo. Adoro coisas novas. Adoro novidades. Adoro viajar. Conhecer pessoas, fazê-las imprescindíveis. É como se eu trocasse de país. A cidade grande que parece pequena me recebe sempre muito bem. Sempre alegre, esperançosa, calorosa - eu e ela - mesmo sob forte chuva. E sim, a cada fim de semana lá aproveito para conhecê-la, desvendá-la. Desnudá-la. Ou seria o contrário? Vou ao seu centro, caminho por suas ruas novas ou antigas, namoro seus prédios  e vistas. Ouço seu sotaque, já caseiro para mim. Já bati namorei o rio. Já comi salada de fruta no mercado. Já vi o pôr do sol "mais lindo do mundo", de um camarote perfeito, o terraço da Casa da Cultura - melhor dizer "casa de Mário Quintana" - onde ainda vou fazer aula de dança. Já me apaixonei pela Feira do Livro e seus 56 anos de experiência. Já conversei com Quintana e Drummond.Já tomei café no 'cofre' (ah, isso é uma longa história) . Já comi "cacetinho" ( outra longa história...). Já pedi a benção a minha Mãe Oxum.
Falta, ainda, muita coisa, ainda bem. Falta, bem sei, comprar uma 'alpargatas' (quem é gaúcho, sabe). E tomar um "chima", apelido do tão famoso chimarrão, quem sabe na praia de Ipanema (sim, estou em "Porto" ainda, não se espantem). Falta conhecer o Tristeza, bairro super alegre, como já me disseram. Falta falar "mas, bah, tchê", mas isso já tem me escapado, diz meu filho.
 Ah, e comer um churrasco, disso não vou escapar.
Mas, calma,  tenho tenho tempo. Falta ainda um ano de curso. Um ano de vai e vem, de partidas e chegadas. De belas recebidas. De renovadoras estadas. De doídas partidas.  Esperta, tenho me deixado aos poucos por lá. Meu jeito, meu cheiro, meu sorriso. Meu carinho benquisto. Nas ruas por onde passo, nos contatos que faço, nas amizades que fiz  e outras tantas  a fazer. Meu time eu já escolhi. Quem sabe me chamam  de guria? Quem sabe a cidade me vê assim, apaixonada,  e me pede para ficar..
Só me resta esperar...

Deu pra ti
Baixo astral
Vou pra Porto Alegre
Tchau!

Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e bah! Tri legal
Coisas de magia, sei lá
Paralelo 30

Alô tchurma do Bonfim
As gurias tão tri afim
Garopaba ou Bar João
Bela dona e chimarrão

Que saudade da Redenção
Do Fogaça e do Falcão
Cobertor de orelha pro frio
E a galera do Beira-Rio
(Deu pra ti, Kleiton e Kledir)


2 comentários:

  1. O chima eu providencio.Lugares com vistas lindissimas tb.Churrasco? Essa tb é facil. É só dizer qdo.

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  2. Buenas, tchê! Qualquer hora aporto por ai!

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