sábado, 8 de janeiro de 2011

Bem-me-quero


 De onde vem a felicidade? De um longo caminhar em caminhos antes desconhecidos. Ver em cada passada algo novo, colírio aos olhos e alimento da'lma. Vem de um bom filme que me veio do nada e me trouxe presentes. Da água gelada. Da fruta na mesa. Do bom livro que leio. Do texto em que me exponho. Dos amigos que tenho - poucos-, mas que me divertem, me inspiram e me animam com belas palavras. Dos amores vividos. Da boa conversa que me nutre, mesmo que doída. Do filho que está longe, mas mesmo assim me alimenta. Do que vivi  - e vivo - e me prepara. Do alimento que tiro do que quero para mim. Do alimento que tiro de meus tantos sonhos. De mim, assim, como sou: imprevisível!
De onde vem a (in)felicidade? Do que me vem e não aceito. Do que me vem e não acato. Do que não entendo. Do que quero para mim e ainda não veio (mas virá). Do passar dos anos a procura de algo que não tive. Das cismas. Das esperas inúteis. Do esperar-me, principalmente. Da procura  de mim - talvez no lugar errado; talvez da forma errada, quem sabe hora.
Qual o saldo?  Depende do peso que damos a cada coisa. E pelo meu ponto de vista - hora de menina, hora de mulher - sempre dá positivo. Coisa minha, do meu jeito de ser. Posso ter meus momentos de recaída, meus baques. Mas nem me preocupo: sei que cedo ou tarde a Joyce que há em mim se sobressai. Tira proveito e até rio da situação. Basta que eu queira. Simples assim.

"Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. 
Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece".





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