sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Poderes


Engraçado como a gente ler um texto ou livro para um assunto e vem de 'brinde'  um outro assunto, uma nova ideia, um pensamento  presenteado.
Lendo um livro - entre tantos - sobre marketing e vendas ( Marketing Cross-Cultural, de Hildefonso Grande) , deparei-me com a divisão das culturas em vários tipos , baseada em estudo de um antropólogo cultural holandâs, Gert Hofstede, datado de 1980. E como se comportam diante da vida - e , claro, diante do consumo. Como as sociedades com muito ou pouca aversão às incertezas, pequena ou grande distância do poder, individualistas  ou coletivistas, etc., conforme se mostram diante da nem sempre fácil escolha de produtos. Sempre em relação  à familia, educação, historia de vida, Estado, trabalho, e por ai vai. Inclusive em gênero, assim posso dizer, masculina ou feminina. E aqui me apeguei ,entendi, por poder comparar um tipo de pensamento do outro. E trouxe a lição para a vida. E para esse texto.

Na cultura predominante masculina, os valores a serem contemplados, digamos, por uma campanha, seriam a ambição, agressividade, desejo de alcançar status elevado. Na cultura feminina, são aqueles historicamente atribuídos à mulher cuidado, ternura, carinho, proteção. Pense numa propaganda de carro e numa de alimentos e dá para entender a diferença. E, fato histórico,  as culturas ditas femininas  se fixaram em países de  negociantes e  navegadores, caçadores e pescadores, onde  as mulheres  organizavam a  sociedade a seu modo enquanto os homens  ficavam ausentes por muito longos períodos. Interessante isso. Fez-me lembrar do livro ' A Casa das Sete Mulheres" e tantos filmes que já vi por ai.

E segue: espera-se que os homens sejam ambiciosos e as mulheres ternas. Que eles dominem a vida fora de casa e elas, nós, dentro. Que seus heróis sejam super dotados, violentos, 'rambos' da vida, e os delas simples humanos. Nas escolas das sociedades masculinas, ensina-se a competir - boas notas, rpemiso,  reconehcimento acadêmico. Nas femininas, que se aprenda, que se cuide do mundo.Els visam ganhos, lucors. Elas, qualidade de vida. O sucesso pessoal deles é medido pelo que têm, dinheiro que se ganha e o que ele compra. O delas, medido pelos amigos que se ganha. A igualdade e a solidariedade, nelas, são muito valorizadas,  pai e mãe tem os mesmos papéis, dentro e fora de  casa. Nelas, meninos e meninas podem fazer suas escolha e, e inclusive chorar.

No trabalho, eles competem entre sí, pensam em carreira pessoal. Elas? Procuram consultar, trabalhar em equipe, dividir tarefas, compromissar-se, negociar. Trabalha-se para viver e não o contrário. Quem de nós não jogou tudo para o alto para cuidar de um filho doente que atire a primeira pedra...Ah, e se importam, de verdade, com o meio ambiente...visão de futuro nisso. E sim vai o texto , discorrendo sobre os papéis da politica, nos projetos sociais, na forma que enfrentam os problemas da sociedade, na tolerância diante  dos fatos, irremediáveis ou não. Até o deus deles é masculino e não aceita mulheres como sua representante.
Enfim, o estudo vai longe e sempre comparando um e outro.  Sempre soube que somos mais abertas , mais tolerantes, mais ingênuas até. E quando não somos como o esperado, bate o preconceito."Essa não é mulher", "essa não é para casar". E assim segue a vida , nos rotulando, feito mercadoria. Deve ser uma forma de nos deixar aquém, medo de que tomemos conta do mundo.

Mas faço aqui minha ressalva: não são todos os homens assim, machistas. Nem as mulheres assim, tão delicadamente femininas. E é quando a gente acha um assim, meio termo, sem extremos, que nos vê além do rotulado, que nos vive como merecemos, como somos, um tanto complexas , guerreira, amiga e amante, espada numa mão, rosa na outra, é que a gente se apaixona - e se entrega , e ama ! - de verdade...

Paro e me pego pensando que temos, enfim, uma mulher no poder. Seria muito bom se ela deixasse aflorar seu lado mulher, seu lado mãe e avó, seu lado companheira, justa, amiga, conselheira, de visão ampla, mutifuncional como somos.  Que faça o que tem que ser feito. Que cobre o que tem que ser cobrado. Que lembre que educação é tudo, mas não esqueça da saúde, outro ponto fraco. E do valor das mães. E tudo isso sem perder o sorriso e a ternura, nossa marca registrada.
Podem rir, mas me veio a música do Pepeu Gomes , Masculino e Feminino, na cabeça...

"Vou assim todo o tempo
Vivendo e aprendendo
Que ser um homem feminino
Não fere o meu lado masculino
Se Deus é menina e menino
Sou Masculino e Feminino..."












8 comentários:

  1. uhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu,
    Viva tu! Viva nós!!!
    Cara, o cara que tu amas/amares devia se ajoelhar no milho kkkkkkkkkkkkkk
    mia

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  2. "Anônimo"...vou ter problemas nos joelhos...ai...

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  3. "Anônimo"2..."brigadim".....

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  4. Viu? Achamos 'o cara' ou quem acha que é rsssssssssss
    Vê se faz por merecer!
    mia

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  5. Mia...fica tranquila, rsrsrs, faço, sim.....

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  6. Imagino, ' sr. anônimo", uma mulher dessa não ia aceitar qualquer coisa!!!
    Felicidades aos dois!

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  7. ...agradecemos, felizes....

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  8. Diante de declarações como essas, melhor se calar...
    Fizestes por merecer, linda mulher!Só me cabe morrer de inveja...
    DdS

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