sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sendo




Pausa. Fiz a soma. Meu número do ano é o oito, esse número com cara de infinito, e tão delicioso de desenhar. Parece montanha russa, pista de corrida. Cara de duas bolas de sorvete, uma das minhas paixões.
Mas, enfim, parece ser um ano de realizações materiais. E isso é bom. Passei o ano anterior entre estudos e sonhos. Indecisões e fugas. E muitos dos meus sonhos tem como base a realização profissional. Sem isso, caio. Sem isso, nada sou. Então, gostei que seja o ano de realizações, do preto no branco, da luz ao final do túnel. Das definições. Das compensações. Do pensar positivo. Que seja, então.
Contrapondo a isso, sabiamente, talvez para balancear, pede que eu use a cor rosa. Um pouco de doçura no meio da batalha da vida, pensei. E é mesmo, conforme minha amiga Mon , delicada e sábia mulher, entendida do assunto. 'Melhora a auto-estima, promove bons relacionamentos, traz a alma gêmea, faz a vida mais leve', disse ela. Nisso vi toda a grandeza da energia das coisas. Da conspiração do mundo. O meu número do ano fala em realização, o que vai puxar meu lado masculino, mais seco, guerreiro. E pede o rosa, feminino em sua essência, delicado, para que eu não me brutalize demais. Vai levantar minha estima, por vezes preterida frente à vida. Vai me dar mais doçura, que preciso para amar como mulher - e assim poder dar meu melhor ao mundo. Vai me trazer o espírito de mãe, sempre pronta ao diálogo, ao bom relacionamento com o outro. Vai me deixar mais leve, talvez mais eu mesma, como sou. E trazer minha alma gêmea, aquela que me completa - porque bem sei, não sei viver sozinha. Como se faltasse sempre algo para me sentir por inteiro. Toda. Quem sabe o rosa vai me fazer retomar minha força - por vezes escondida, preterida, insultada? Quem sabe renasço, volto a ser quem eu realmente sou? Quem sabe tiro a máscara.

Interessante ser assim , aberta ao mundo, a todos eles. Gosto. Não só luta,  nem só paz.  Nem só pétala, nem só espinho. Nem só chão, nem só vento. Nem toda terra, nem toda ar. Não toda fogo, nem toda água. Sou todos os elementos.
Sou o que me há de melhor.

"... Nunca sofra por não ser uma coisa. Ou por sê-la..."
(Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector)




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