quarta-feira, 30 de março de 2011

Frágil?



Pleno meio de manhã, agenda aberta com uma listinha infernalmente interminável, mas não tem jeito. As 'lombrigas criativas' - como acabei de  apelidar minha vontade irresistível de escrever- , vieram à tona. O texto está na boca - ponta da língua e estômago- pronto para ser degustado, mastigado, digerido e, perdão, vomitado a contento. Que se dane o mundo e que se autodelete a  listagem infinita! Etrego-me, 'facinha, acinha'  a ele. Vai que, feito macho, some e me deixa na vontade???
Mulheres, esse é o tema. Batidinho. Mas necessário. Digamos, batidinha de limão, que sempre cai bem. E mais ainda o termo que detesto (Será? Tento provar...) , mas ainda ouço - e leio - em pleno século XXI: sexo frágil.
Dou a cara a tapa. Sou, sim, mas só quando quero. Tem coisa melhor em poder ser? Mulher pode chorar sem perder nada, ou até bem o contrário:  ganhar. Pode pedir colo, fazer dengo, se isso estiver na sua lista de necessidades da hora. No desejo da vez. Como uma parada  - por vezes estratégica - na correria, frente a uma ameaça, um tropeço qualquer, seu ou da vida. No choro - ou no ato, muito. Nada de fraqueza. . Astúcia, pode ser por vez. Vontade. E pode. Podemos. Bom isso. Leve maneira de poder ser.
E nisso muita desvantagem de ser homem. Homem não pode, ensinaram um dia. Homem, não chora, dizem, mas se soubessem como está justamente ai sua força. O macho vira homem, quem sabe menino. E como encanta. Como está nesse lado 'feminino' de ser toda  a graça da coisa, no revezamento de imagens. Hoje ele é forte e me acalma. Amanhã pode ser minha vez. E nessa troca, nessa cumplicidade, muito de nós. Muito de colo, de amizade, de carinho, respeito. De AMOR, assim, escrito em letra maiúscula e garrafal para que se destaque, para que se mostre sua força, sua coragem. Sua importância. Seu valor. Único.
Sexo frágil? Sou, quando, onde, como e 'se' quero. Não tem porque lutar contra isso, achar feio,  bobo, coisa de mulherzinha, se isso não é fraqueza e sim força. Sexo forte já somos e toda pessoal inteligente que se preze, sabe. Pode até não dizer, mas sabe. Seguramos os machos - e fêmeas - por nove meses no ventre, ligados à nós por um cordão - que nunca de desfaz, bem sei. Alimentamos a prole. Educamos. Fazemos o homem e a mulher de amanhã. E sem ele, o companheiro, e sem por vezes nos sentirmos frágeis,  de nada adiantaria. Seríamos macho e fêmea ao mesmo tempo. Seríamos tudo, dois em um, mas sem graça. Deve ser por isso que  parecemos fracas, volta e meia. Para dar espaço a quem ao nosso lado quer ficar...
Sexo frágil? Assumo: gosto. Amo. Sou. Acreditem: nem sempre  - nunca?- a verdadeira força está no murro, e sim no ato, até o mais delicado e sutil. Fraco é quem não sabe, não descobriu ainda, não é...

“Eu não escrevo o que quero, escrevo o que sou.”
Clarice Lispector








4 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Joycinha, vc é dezzzzzzzzzzzzzzz!!!
    esertinha, acaba de me ensinar a tirar partido da situação uauauauauaua Burra eu! Senmpre querendo matar cachorro a grito e vc vem e me prova que to errada??? Eu estava sendo um homem...caramba...
    AMO voceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!
    Paco, compra um container de milho uauauauauaua
    Mia, a garota mais burra do planeta! Era...até ler esse texto uauauauauaua

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  2. Mia...já dei muito murro em ponta de faca e só me machuquei rssssssssssss Tem que saber usar a faca- as armas.
    Mas se precisar, viro bicho! Ou menina, dependendo da situação...
    Beijos, também te amo!
    Joy

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  3. Frágil? Sei não, ainda duvido...sutil, talvez...Mas sempre encantadora, sutil ou frágil..
    Mia, já comprei, já comprei, rsrsrs

    Paco, observando e feliz....

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  4. Paco, sortudo! Bom ver que está cercando uauaau
    O que ela for é de bom tamanho, dá para ver, vai fundo, vale muuuuuuuuuuuuuuuito e pena!
    miazinha

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