sexta-feira, 11 de março de 2011

Leve

 

Ontem meu dia me deu muitos presentes, mais parecia meu aniversário! Meu porto me recebeu com belo sol e sorriso na cara. Depois trouxe uma chuva providencial,acalmando e refrescando a tarde.Presentes que esse porto, dito alegre, me traz sempre que aqui aporto. Sempre me surpreende com algo.Sinto-me em casa!
E entre tantos presentes, um filme: Dúvida, com Meryl Streep e Phillip Hoffman, o que já era garantia de um bom espetáculo. Mas foi mais. Emoção pura. Provou mais uma vez  que uma lição pode ser única para cada um de nós. Os filmes tem essa capadidade em mim - e quiçá em muitos, de nos caber onde sentem bem vindos. Para o autor, o tema do filme é o poder do medo - de nosso erros e de nossos tantos segredos -  e da disciplina - aquela que faz com a respeitemos exatamente pelo medo. Isso aprendi logo cedo.
Para mim foi além. Fiquei extasiada em uma cena em que o pastor (Hoffman)  faz um belo sermão. Conta a história de uma mulher que vai até seu confessor segredando que fez fofoca e se ele pode perdoá-la.  O pastor a manda levar seu travesseiro até o telhado da casa, abrí-lo com uma faca e notar  o que acontece.
Ela faz, vê as penas , libertas, espalharem-se pelo mundo, muitas, todas elas. Ao que o pastor dá a ordem: "agora junte-as, uma a uma". A cena é linda, mil penas a pegar rumo na vida, cada um o seu. Cada uma a seu modo. E o desepero de se saber que nunca todas serão recolhidas. "Isso é a fofoca", completa ele.
Não pensei só na fofoca, na notícia fadada a machucar e magoar. Nas palavras torpes que magoam e nos fazem chorar. Fui muito longe,  talvez carregada pela pena mais leve, ou mais emplogada com seu deixar levar. Pensei no quanto devemos cuidar com nossas palavras, nossas ações, nosso sentimentos. Como nos expomos no mundo. Como ele nos vem. No quanto o que se faz ou deixa-se de fazer influenciará, cedo  ou tarde, a vida de alguém, muitas vezes com uma força de alcance  nunca pensada. A palavra que fere ou mata, corrói por dentro. Ou afaga, traz serenidade de pensamento. O gesto impulsivo que maltrata. Ou o carinho feito com  o a intenção de cuidar. No texto que faço para me entender  - e me curar- e como vejo que ele vai longe, bela pena. No olhar que passo confiança do que sinto e do como ele pode fortalecer uma auto - estima atingida pelo vento frio da maldade - ou do falso amor - inclusive a minha, também necessitada de se fortalecer. E do como a coisa volta, como me curo ao saber curando, como me amo ao saber amando. Talvez seja isso, enfim, o tal amor incondicional, aquele que se dá, que se entrega em bandeja querida , sem nem esperar resposta, boa ou má. E que pouca gente acredita, aceita  e se deixa ser amado. Um amor doado, sem intenção além do próprio amar. Um pena que se solta sem nem se preocupar onde vai parar.
Se solto penas, que sejam penas brancas. Se possível, perfumadas. Delicadas, carinhosas.  Que levem leveza e alegria, que circulem na vida na sua melhor forma. Que façam belo espetáculo e , quem sabe, emocionem com sua imagem. E belo texto incluso. Feito pombas da paz.

"O amor é a força mais sutil do mundo".  
Mahatma Gandhi, um homem que entendeu o amor como niguém. Bela pena.


5 comentários:

  1. Lindo!!! Lindo!!! Lindo!!!
    Fico impressionada com a sua capacidade tão feminina de ver o outro lado das coisas, o lado bom, o lado A, como você fala!!!
    Você É belissima pena branca!!!
    Su

    ResponderExcluir
  2. Joyce, não tenha dúvida de que nos ajuda todo dia. Basta me sentir triste e corro aqui para me curar!
    Ma

    ResponderExcluir
  3. "Se solto penas, que sejam penas brancas. Se possível, perfumadas. Delicadas, carinhosas. Que levem leveza e alegria"...tem alguma dúvida?!
    Eu , nenhuma! Adoro ler seus textos, sempre me põem para cima!
    Mia

    ResponderExcluir
  4. "Se solto penas, que sejam penas brancas. Se possível, perfumadas. Delicadas, carinhosas. Que levem leveza e alegria"...
    adorei isso tbém... concordo com a colega anterior
    beijos, paz, luz e inspiração na tua vida sempre!

    ResponderExcluir
  5. Quero soltar as mais belas penas...e que voem bem longe e só façam o bem!!!!

    ResponderExcluir