quinta-feira, 17 de março de 2011

Lidando


Pois é...Ontem mesmo 'reclamava' da vida, dessa forma 'meiga' que reclamo, esquecendo do problema minutos depois. Uns acham isso marca de futilidade, de quem não leva a vida à sério, nem se leva. Mas, pensa bem? Se rindo de si mesma já  é dificil, que dirá chorando...E bem longe de ser boba!

Bom para começar, minha noite de hoje foi 'aquilo'. O sono não voltou, como já havia prometido. Deve ter voltado a ter um caso com minha insônia, coisa muita. Nem adiantaram as baguinhas homeopáticas. Ou sim, pois tive uma insônia leve, descontraída, sem temores, nem raivinhas. E eis que começa o dia e metade - pelo menos metade - dos problemas se mandaram. Deve ser chato, mesmo, ser problema numa cabeça como a minha, sempre pronta a varreduras diárias, várias. Verdadeiras faxinas do que não me serve. Poderia ter ficado irritada com minha saúde que anda debilitada por conta de tanto murro. Com o trânsito lerdo  - dos carros, não da vida - que  fez isso só para me provocar. Com o trânsito louco das coisas acontecendo e acontecidas, sem tempo nem para respirar. Com meu filho que se acostumou a ver a mãe sempre 'de boa', e não vê os perigos na testa franzida. Ou com o amor que estava de mal humor - coisa que me afeta, mas entendo e acaricio - melhor forma de derreter o gelo e fazer a taça transbordar. Cá estou eu ainda com uma dor de cabeça de matar e...rindo...Pode? Em se tratando de mim, sim!

Pois é... Ninguém disse que era fácil ser mulher. Muito menos uma mulher como eu, que traz no peito  - e no sorriso farto - a menina. A gente se magoa  fácil, e mais fácil ainda esquece. Devo ter em mim essa coisa  de ontem, da briga rápida  - muito mais comigo que com o mundo - e solução mais ainda, como se fosse 'fast food'. Mata a fome do nada, em duas bocadas, e volta a sorrir. O meu  famoso 'me morde e me assopra".

Sou boa de lembrar o que é bom e melhor ainda de esquecer o ruim. E sempre fui meio assim. E, sinto informar, não é DNA. Não rumino o que não me alimenta. Nem o que não me esquenta o pé no inverno. A vida até tenta, mas se é para ruminar - e engordar - que seja de boa comida...
E pensar que, quando pequena, queria ser um menino...

"E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ser um homem. Felizmente nasci mulher".
Clarice Lispector

5 comentários:

  1. Você? Menino? Nem pensar! O mundo - e as mulheres - só teria a perder...inclusive os homens, que iam se achar sempre por baixo, menores, parcos, como dizes ...
    Su

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  2. "se é para ruminar - e engordar - que seja de boa comida"???? Tô rindo até agora !!!
    Joyce e suas verdades! A gente engole muita coisa - e muito homem - que nem ruminando desce!
    Cara...viciei legal...ser seu texto dá 'barato' ...
    Paco, meu filho, comprou o milho??? Esquece...melhor se ajoelhar é para essa mulher 'boa demais da conta' como dizem por aqui!
    Ah, e se decidir ser homem, vai ter senha...
    uauauauauauaua
    Mia, quem mais seria?

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  3. ai..LER seu texto...acho que foi a excitação da droga uauauaua

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  4. Mia, Mia... não sei quem ajoelha por quem, mas isso é real: a gente engole muita coisa gosmenta, os sapos da vida...
    Beijo,
    Joyce

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  5. ...mais de um quilo, Mia...e sem essa de senha, veni,vidi,vici, rsrsr!!!

    Paco

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