sábado, 19 de março de 2011

Merda!


Hoje meu dia está corrido - sim, está, porque ainda está na metade, que já me parece um todo. Não foi - não está sendo - um dia fácil. É um daqueles tantos típícos onde me divido entre o que tenho que fazer, o que quero fazer e o que não quero, mas tenho. Ou melhor dizer que tenho , mas não quero. E tenho realmente? Coisas de mulher que acha que pode tudo. Coisa de mulherzinha que acha que deve fazer tudo para agradar, nem que a ela mesma desagrade. Segurar as pontas. Talvez em nome da paz mundial - ou apenas para que se faça uma refeição sossegada. Como se tivéssemos todo esse poder,
esquecendo que o outro também tem que querer.  
Então, termino meu trabalho. Pelo menos por hoje. Não, não, para mim não é pecado. Trabalho de sol a sol -  ou melhor dizer de domingo a domingo, se for necessário. Trabalho por que gosto, também. E, ás vezes até por fuga. Mas esse não foi um trabalho qualquer. É como se fosse uma estréia. "O" trabalho, praticamente como se fosse a inauguração de uma grandiosa obra. Quem sabe o ponto de largada do ano. E me vem à cabeça o termo "merda" usado no teatro.
Merda para nós, digo eu!
Pois é. Merda. Conforme  li por ai - acompanhada de minha curiosidade por vezes juvenil - a expressão “merda” usada no teatro surgiu na França. Estava lá, no Recanto das Letras. Um ator iria apresentar a peça mais importante de sua vida, estava nervosíssimo, pois na platéia estariam os mais importantes críticos da cidade. No percurso de sua casa ao teatro encontrou muitos obstáculos. Primeiro, deparou-se com um incêndio, teve que desviar e acabou se perdendo. Como quem tem “boca vai a Roma”, conseguiu chegar ao teatro. Na porta do teatro para completar suas asneiras, pisou em um cocô. Entrou, atuou e saiu muito feliz com a melhor 'aparição' de sua vida. Assim, a expressão “merda” tem o mesmo significado de boa sorte e é sempre usada antes das apresentações.

Pois é, pela primeira vez em minha vida me desejo merda. Não a fétida, lixo de todos nós ( da Rainha Elizabeth à Gisele Bündchen, passando pelo garotão bonitão do outdoor...), extremamente necessária,  e que fazemos de conta que não existe ( isso dava um belo texto...), questão de esquecer. Mas essa, grito de garra, de boa sorte, de sucesso, que deveríamos brandar todo dia  ao ir deitar. Que 'merda de dia' teria outra conotação...E estaríamos sendo bons, agradecendo aos céus - e a nós - por cada batalha vencida ( cacofonia feia, mas veio e  fica). Cada passo dado. Cada ação tomada. Cada pensamento positivo. Cada 'merda' alcançada.
E tive que ler mais de uma vez e depois rir da frase 'inigmática' que encontrei sobre sucesso, grande verdade:

"Se A é o sucesso, então A é igual a X mais Y mais Z.
O trabalho é X; Y é o lazer; e Z é manter a boca fechada".
Albert Einstein
Falta o Z. Calei!
Agora , dá licença. A Joyce mãe está devendo um monte...

4 comentários:

  1. Aryadne Bagordakissábado, 19 março, 2011

    Ê caramba... como é bom ler textos assim, que te insticam até a ultima palavronha da leitura. Textos com interação... em que a gente sabe do que o autor está falando, por vezes nos vemos no texto, por hora nos comunicamos com o autor e aí temos a certeza de que nós, seres humanos temos uma mesma porção, uma igual, em todos... e isso curiosamente, pelo menos a mim, me causa uma calma leve... um sentimento bom de não solidão. Sentimento bom de compartilhar o prazer do dom alheio!! Que linda vc escrevendo Joy! Gosto de escritoras que conseguem se comunicar com tamanha destreza e força! Me faz um bem! Que bom te conhecer Joyce.. vc não sabe o quanto! hehehe sucesso sempre! Escreve mais escreve mais!!!!

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  2. eeeeeeeeeeeeeeita Joyce!!! muito bom! a "merda" é o nosso primeiro produto, aquilo que fizemos um dia pela primeira vez sem a ajuda de ninguém...porisso é relacionada àquilo que fazemos que produzimos, por conta própria e queremos dela o sucesso! há ainda quem diz que problemas em alcançar o dinheiro(co-relaçao com a merda=produto), ou mesmo não saber lidar com ele, tem a ver com baixa auto-estima...tipo, um dia nossa literal merda fora criticada na infância...então voilà!!! que nossa merda=produção seja da mais alta auto-estima hehehehehehe!!! beijos e agora descanse no SEU domingo!!!! Ana.

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  3. Joyce, que MERDA de texto rsssss MARAVILHOSO!
    Engraçado isso, nunca fui ligada a textos, muito menos a blogs e no seu viciei de vez, sinto falta. Passo aqui e parece que é minha carga máxima ! Filme bom, desses que a gente ri sozinha depois!
    Mas voltando ao texto,é bem isso, esquecemos de parabenizar a nós mesmas, até pelas merdas bem escolhidas hahahahaha
    Vc não é perfeita, ja que ninguém é ( só eu hahahahaha) mas queria, juro, ser um pouquinho só como vc é, pensar assim positivo como pensas -nem que seja só no texto, bem sei...mas se ajuda vc, saiba que assim fazes bem a mim e a esse bando de mulherada que lê!
    Pacoooooooooooo, cade vccccccc??? Se essa mulher ama voce, deve ser o seguinte rsssssss! Clona ele, clona ele!!!
    Merda para voces!
    Claro, Mia, quem mais....

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  4. Nossa! Blog "aromatizado" hoje, rsrsrs, mas bem isso, é uma força prá todos, independente de gênero.Clonar o Paco, Mia? Existe outra Joyce? rsrsrsr Fidelidade é tudo, eheheh Beijos prá vocês...
    Paco, lógico...

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