terça-feira, 22 de março de 2011

Sim!



Escrevia esse texto enquanto minha vista era só de nuvens, tapete feito de algodão doce. Em pleno vôo para São Paulo, numa semana que promete muito, de tudo: muito trabalho, muita paciência, muita cabeça no lugar. E muita resistência física, diria. Muita correria e  pouco repouso, pouca comida, pouco descanso. Muita aposta em mim mesma e na minha capacidade de me desligar de uma coisa e fincar o pé noutra. A Joyce que chega na capital paulista ´é outra, não exatamente eu que aqui escrevo. Quase um personagem. Ela tem que ter punho forte, garra sobrando, muita energia de fala e de pernas. E mesmo assim ser delicada, gentil, com ela e com os outros.Serão três dias de andança, olhos abertos para o novo, sem esquecer que ela, a Joyce que trabalha, já tem la sua credibilidade por aqui. O que tem um lado bom, o do me reconehcer como guerreira. E  o lado não tão bom, o de pedir mais de mim mesma. Ela, a comercial, é outra. Sua sensibilidade fica só na área de trabalho para ver oue se tem de belo para mostrar . A menina Joyce fica em casa e chega a mulher batalhadora. Talvez a menina apareça na noite deitada na cama, pernas para o ar, a relaxar, querendo um colo e louca por um chocolate.
Viajei. mas não sem antes deixar a casa em dia, o filho bem orientado, a secretária bem instruída  e com m o cardápio da semana pronto, almoço e jantar. E mesmo assim,achar que esta faltando algo. Que esqueceu alguma coisa. Mulher tem essa mania de achar os outros inválidos. Das duas, uma: ou nos achamos insubstituíveis e extremamente necessárias, ou achamos o mundo fora de nós fraco.
E dai vem as lições do dia:
1) Não sou insubstituível; o mundinho 'casa' não pára porque eu estou longe,muito mesmo o mundo;
2) Temos que aprender a dizer não, inclusive para nós;

Minha lição do dia foi aprender a dizer não. Centrar o pensamento, não desviar do meu objetivo maior dos proóximos dias: trabalho. São três dias que valem por um ano, devo pensar. E que promete ser muito melhor do que imaginei. Resultado de trabalho - desdes que ninguém percebe até que, enfim, aparece -  e sim, muito trabalho. E dessa simplicidade, ela sim, minha eterna companheira.
Dizer não me fez - e faz crescer. E deixa que os outros cresçam. Beijar o filho na porta da escola é bom, de forma normal, como quem volta ao meio dia, mesmo sabendo que só voltarei a vê-lo daqui uns dias. E sentir na firmeza dele o quanto cresceu, já é outro. E ter a certeza de que ele vai se dar bem, isso é dizer sim. Sim, eu confio. Eu confio na educação que dei, e sigo feliz.
As nuvens que vejo são só a fora. Meus pezinhos estão bem fincados no chão. Até a volta, mulher guerreira . Mas logo, logo eu volto e as nuvens terão outra conotação. Quem sabe vou sonhando andar por entre elas. Quem o amor me pega no portão. E me lembra de quem sou. Mulher , só uma mulher.

Um comentário:

  1. Joyce mulher, Joyce menina,Joyce mãe e guerreira, somos feitas de tudo isso mesmo, fragilidade, capacidade e renúncia....mas é complicado assumir um papel dentro de nós mesmas!!! já tão complexas.
    Mil beijos querida e força ai, vc sempre reluz!!!
    com carinho:

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