segunda-feira, 4 de abril de 2011

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"Wathever you are
always be a good one"

Essa frase, ilustrada, me veio em um momento, como sempre, precisado. Como uma sacudidela das boas. Como se a vida soubesse como nos agradar - ou alertar. E sabe. E faz. Basta escutar.

"Não importa o que você faça.  Seja sempre o seu melhor".

Desde que sai para viajar, cruzando os ares e estradas de três estados para 'trabalhar - estudar - amar', feito o livro top da lista dos "mais mais" - e tudo em uma semana só -  tinha esquecido de me ser. Talvez pela agenda cheia que eu mesma me impunha, talvez pela sempre e até doentia mania de agradar a todo mundo e nesse mundo por vezes não me incluir. Não me incluo,  nem muitas vezes, as pessoas que merecem ser, meus amores incondicionais, onde me quero, gaveta pequena-  mas de grande valor.
Pois bem, demorou para cair a ficha. Acho até que a máquina delas anda emperrando. De um mal estar qualquer a um cansaço extremo, falta total de vontade de fazer o que tinha que ser feito e do que queria fazer. O que não combina nada comigo, diriam. Uma tosse chata como quem cospe fora - ou tenta - o que não presta. Uma laringite já aqui devidamente explicada ( fala, minha filha, ou te calo!). Assusta-se com com o quadro, vai-se ao médico, laudo nas mãos ( ok, depois de uma hora de espera e um atendimento de segundos). E se pode fazer duas coisas: acatar, cegamente. Ou reconhecer em nós o que está realmente errado. E gritar - mesmo sem voz  - chega!
De sábado para domingo, noite mal dormida, dividida entre o sono que entrava e saia, os pensamentos que só entravam, as respostas na ponta da língua sem pode falar. A tosse violenta como quem bota para fora tudo. Chega, berrou minha mente! Levantei junto com o sol, tomei uma ducha para me sentir livre da noite e das más companhias, coloquei minha roupa de caminhas, calcei meu tênis - que já andava cabisbaixo, tamanho esquecimento -  e fui me ver na rua. Tentei convencer minha coragem a ir junto. Medo de passar mal, e dai? Fui mentalizando, respirando fundo, feito mantra: isso vai passar. Isso não é nada. E assim fui, relaxando, mentalizando, pegando a energia do sol, ouvindo os pássaros, sentindo os músculos, enfim, vivos outra vez. Uma hora depois, suco verde, conversa franca com filho - os acertos diários de quem o quer feliz -  fazer o que tinha que fazer - mesmo que não quisesse. Uma palavra me define: ressurgi. Acordei. Sou eu de novo, nova - ou quase- outra vez.
Sempre é bom lembrar que só usamos 10% de nossa capacidade, dizem. Que a mente é capaz de muitas coisas, boas ou ruins. Que somos um antena, e por isso mesmo, sintonizados com o que quisermos, penso. Boas ou ruins. E se a decisão pode estar na nossa mão - ou melhor dizer na mente  - porque não tentar?  
Hoje não estou ainda 100%. Se é que estamos algum dia 100%. Mas tirei e dúvida da capacidade. Tirei a dúvida   de quem sou, do que quero ser. Se o corpo não está acompanhando, paciência, com ele e comigo. Muito suco verde, muita água, canja e cama. Um pouco de caminhada e um pouco de  sol, mas sempre dentro de um mínimo, dínamo. E muito de esperança. Coisas que não contrariam nenhuma bula. Muito menos a minha.
Vai uma dose de amor ai?






2 comentários:

  1. Não te preocupes, amiga. Te conheço bem.Deve ser só falta de algo que necessitas e nem te dás conta. Ou dás, e bem sabes, mas tudo a seu tempo, não é?
    Vai com calma. Desacelera. Vive. Uma coisa de cada vez. A gente que te gosta fica aqui, torcendo!!!
    Su

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  2. Suco verde? Temos algo em comum, oba!
    Fico aqui imaginando essa grande mulher tentando e dando conta do mundo, deixando ele melhor! E esquecendo de se cuidar, que feio..ou que bonito! Mas pelo que sei de vc, logo, logo novinha de novo. Merece!!!
    E se ajuda em algo, meu suco verde são seus textos!
    Uauauaau Mia, e antes do Paco!tiloviu

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