quarta-feira, 13 de abril de 2011

Beija!



Descobri por acaso: hoje é o dia do beijo, Nem vou pesquisar sobre, se é brasileiro ou mundial, tanto faz. Meu interesse é no dia. Bem, não exatamente no dia e sim no homenageado dele, o beijo. 
Ah, hoje é dia de beijo. E têm tantos deles. O de filha no pai, de filha na mãe, o dos filhos nos dois, da mãe no filho e quem mais vier - pois no coração de mãe cabem muitos - , na tia que se visita, na avó que se tem saudade, na amiga que se encontra, na pessoa que se apresenta quando se é, assim, 'dada, coisa de sulista, talvez. Pode se dar um, ou dois, ou três. Ou muitos quando o carinho é muito. Pode se dar de homem com homem, de mulher, com mulher -  respeito, amizade ou amor, tanto faz.
Ah , beijo. Falo do beijo de amor - ou sabe-se do que lá é. Paixão, desatino, amor, então. Tem o primeiro, geralmente mal dado, dada a meninice da hora, mas para sempre recordado. O meu foi horrivel e achei que nunca mais iria gostar.  Ledo engano. Mas com uma certa verdade, 'causo' que beijo pede muito mais que amizade. Pode se dar beijo por dar, coisa que se faz muito enquanto se cresce - ou se espera crescer - enquanto não se sabe ainda, por certo, o que esperar dele. Ou daquele que se dá por dar, para não ficar para trás. Ou não perder o casinho, coisa pequena. Ou iniciar um romance que nem se sabe onde vai dar. Quase um experimentar, uma degustação, um trailer  de um filme que começa -  nem sempre fiel ao que se vem. O final feliz nem sempre é certo, nem mesmo o gostar do enredo, história contada. Só se sabe no durar  - e no enrredar de corpos - se vai dar audiência - ou não. Se o final é feliz ou termina no ato, simples assim. Bem sabem disso as 'mulheres da vida', que não beijam...sabem diferenciar.
Ah, beijo, diz muito mais que anos de convivência. Segundos - ou minutos! - que dizem mais que uma vida. Como uma apresentação de longo livro: ou encanta, e se devora o todo, sem titubear - destes que só se pára quando se acha a outra capa. Ou se deixa de lado, mesa de cabeceira, para ver no que dá. Desprezo, desleixo, sei lá.  Muito mais que dividir a cama ou o tocar de escovas de dente. Um livro aberto com a lìngua, página por página, degusta. Uma leitura nem sempre dinâmica do que se é, do que se quer.  Do que o outro quer. Do que os dois querem, melhor assumir. Porque beijo - o seu gostar - não vem sozinho. Começa na troca do olhar. Do olho na boca do outro. Do fechar deles, como que para esquecer do mundo. No gosto com gosto. Como se beijo fosse um transe. Como se o beijo fosse viagem. Dessas que não se quer voltar...
Ah, beijo. Doce deleite. Doce de leite. Doçura sem se pensar. Poesia. Presente. Segredo. Secreto. Ou fogo. Tentação. Explosão. Sensação sem igual. Invasão que se deixa levar.
Será que estava certo Drummond ("O amor é grande mas cabe no breve espaço de beijar) com seu romantismo, ou Clarice, ( "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento") com seu render-se? Eu , duvidosa ou esperta, fico com os dois...
Ah, e tem os famosos, os de cinema, da novela que termina ou da que vai começar... Ah, tem papo para muito, melhor parar de escrever e ...beijar!








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