sábado, 23 de abril de 2011

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Parece que a  semana termina temática. Ontem e hoje, em minhas postagens do Facebook,  só deu Amor. E , claro, porque é meu tema de pauta. Porque está em mim. Porque circula em mim feito meu sangue - e como sangue, abastece. E dá vida. 
Começou com uma postagem sobre ele, com dizeres de Ana Jacomo, o que rendeu muitos 'curtir' e muitos, muitos comentários, quase um recorde, eu diria. Sobre a importância de se demonstrar que ama - seja através de palavras ou de gestos - e do porque de não deixar para depois. E a cada comentário um pouco de cada um, homem ou mulher. Sim, digo eu, o Amor está em pauta, e pleno século XXI. Em tempos de guerra e de paz. E pelo visto, de lá nunca saiu. Nem vai. Porque em tudo se põe amor. Sem ele, nada se move. E é agora. Não para depois. Mesmo sendo para sempre.

" Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá...", dizia o texto de Ana.

E reforçou hoje - se é que o meu Amor precisa de reforço - com o filme "Cartas para Julieta", baseado, pelo que sei, em livro homônimo. Uma americana em viagem a Verona conhece as 'Secretárias de Julieta", mulheres que tem como hobby responder às muitas cartas deixadas por mulheres apaixonadas em pleno 'muro da casa de 'Julieta'. Sim,  aquela mesma que você está pensando, a 'Julieta' do 'Romeu'. Ao achar uma carta deixada lá por 50 anos, escondida por detrás de uma de suas pedras, responde e ajuda os amados a se reencontrarem. E, claro, como todo filme romântico que se preze, com belo final feliz. Meloso e reconhecido, mas da qual tanto gostamos - e necessitamos, diria. Um feliz sempre esperado, em filmes  e na vida que levamos, real ou nem tanto, já que na vida dita real também há espaço para sonhos - que nos movem. Afinal, ninguém em são consciência  se levanta  numa manhã qualquer disposto a ser infeliz - a não ser que esse 'sofrer ' faça parte do amor, seja seu alimento ou fator inspirador, como aos poetas. Que se tenha ai a distância, as impossibilidades, as impropriedades, as tantas pedras que podemos topar pelo caminho e reclamar. Ou contornar, fazer castelos - ou pelo menos muros de Julieta , muralhas para se proteger.
Texto e filme reforçaram a força do amor. Cada uma de seu jeito. E o filme, a meu ver,  foi adiante: desmistificou o tempo. Fortaleceu a aura imortal do amor. O tempo e a distância  - ou as mágoas, essas, sim, pedras por vezes intransponíveis - não conseguiram matá-lo. Um amor romântico na força real da palavra.Talvez romântico demais, mas quem saberá? Quem duvidará de sua existência, de sua permanência dentro de nós? E vou mais além: quem pode me desmentir que amor é, sim, destino? Ilusão? Que pode estar nos esperando na próxima esquina do dia? No próximo clicar em 'sim', para amores mais modernos? Ou que já nos veio anos atrás e ficou em nós, e já parte de um tipo de DNA? Os céticos que me atirem o primeiro não. Ou me deletem, então.

Talvez, penso eu, o Amor  - gosto mesmo de escrevê-lo assim, letra maiúscula, dada a sua importância para mim, renascida então -  seja mais difícil quando transportado de textos e filmes para a tela real. Seja mais duro se vivido do acordar ao deitar. Que sucumba na correria de preencher os minutos do dia. Que seja menos romântico ao se colocar no papel, não das poesias, mas os tantos do dia-a-dia, nossa realidade escrita em números. Mas, mesmo assim Amor. Não o que se cobra e tem que se pedir. Não o que controla as horas porque o outro demora, e sim porque tem saudade. O amor que deixa o outro livre para o ser. O amor que sente falta até quando o outro está perto, porque só mata a saudade com o olho no olho, onde , acredito, ele mora, alimentado pelas lágrimas da emoção. O Amor que se importa com o que o outro pensa e sente. Com que o outro é e espera, de nós e do próprio amar.

Amar, portanto, Ana, também pode ser esperar. Que o amor se consolide, então. Que pule as barreiras. Que se ponha à nossa frente, em uma breve troca de olhar transparente, sem dúvidas, sem titubear. Que seja o seu momento. Nem que leve , para isso, anos. Quem sabe 50.


"Se você ama, diga que ama.
Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente
 e têm um lugar de encontro.
Diga a sua gratidão. O seu contentamento.
A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe.
E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas.
Prepare surpresas.
 Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas.
Reinaugure gestos de companheirismo.
Mas, não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso.
Depois é distante daqui. Depois é sei lá...
Ana Jácomo

3 comentários:

  1. Você, hein? Eu aqui na maior depre porque não fui viajar e me vem com o um texto deste????
    Só porque você já tem seu Paco? Sacanagem pura, mas em belo texto...fazer o q...
    Mia, hoje de mal humor!

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  2. Mia, Mia, mal humor não leva a nada.
    Nem tristeza, bem sei.
    Fica bem! Bjs

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  3. Mia! Não fica assim, não vale o desgaste...beijos

    Paco, de cantinho...

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