terça-feira, 28 de junho de 2011

Estima



Dia rendeu...
Não sei se foi a caminhada no sol, que me aqueceu por dentro. Se aqueles cinco minutos que me dão e faço o que tenho - e o que quero - fazer, tudo e muito ao mesmo tempo, que me 'adrenalino'. Se foi a troca de carinho com o amor, que sempre me dá forças. 
E/ou se tudo isso junto, fazendo brotar de dentro de mim  o que sou...
Engraçado isso - ou triste, se não  - saber que vem de dentro da gente a força de que precisamos, toda ela. Se nos deixamos abater pelo que vem de fora, ponto para eles. Se revisamos nossa força, tiramos a poeira e tocamos a vida a nosso bel' prazer, tudo vem. "Vem", assim, com letras maiúsculas, boca cheia, dito sonoro. Vem. Frase antiga essa, de que somos nosso maior inimigo. E a minha, de sempre, de que sou minha melhor amiga, melhor conselheira - ela e uma boa noite de sono ou um caldo bem quente, quem sabe um café com leite, como diz minha mãe - que também se esquece de se querer, por vezes. Melhor apostadora não há. Vai, Joyce, ser gente na vida, meu eu me diz! Vai ser!
Verdade, destas incontestáveis, velhas conhecidas, mas que , ás vezes, não escutamos, dada a surdez dos dias: somos tudo, somos muito, ambíguos, amigo e inimigo , incentivo e  trava. Afago e tapa. A forma como me vejo no espelho, que amo ou odeio. A força que me vem de dentro, aceitação ou desprezo. Crédito ou débito. E nessa luta por vezes insana, mato ou dou vida, ressuscito ou morro. Rego ou soterro. Apoio ou enterro. E renasço nestas manhãs,  destas que me encontro na esquina de me ser. Renasço a cada dia que me deixo me amar como sou. Que me fortaleço. Que me respeito. Que me acredito. Que sou. E nunca, nunca tarde demais, porque meu tempo é outro...
Meu tempo é presente!

E...  tarde demais.
Percebeu que seu inimigo sombrio.
Não era o outro. Era ele mesmo.
J.B.Conrado

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