domingo, 21 de agosto de 2011

Ah, l'amour....




Ontem assisti Chéri, com a sempre estonteante Michelle Pfeiffer, mulher tipo um bom vinho: quanto mais tempo, mais encorpada! Ela, maravilhosa. E  eu, em 'grande' estilo: eu , meu cachorro  - um dachshund cor de mel pedinte que só - e nosso inseparável edredon. Noite boa. Peguei por pegar - aliás comprei, dado que estava na prateleira dos ' adote-me', chamado irrecusável. Michelle é Michelle, pensei. E acertei, belo presente. Ah, e um 'tipo' meio 'assim -assim', que não se define nem se é feio ou bonito, se é macho ou duvidoso, se homem ou menino - ou seriam todos em um?
Va benne...continuemos.
Mas, enfim, parando de rasgar sedas  -  criar dúvidas - e voltando ao tema - o Amor  ( sim, letra maiúscula, pro ser 'o' ) - esse desconhecido ( sim, desconhecido, por mais que eu teime que não). E sempre cheio de senão. Ou porque  é cedo demais, ou porque é tarde demais. Ou cedo para uns, tarde para outros. Ou pior ainda: cedo para uma das partes - já que amor se dá sempre em dupla, porque amar sozinho é para masoquistas, o que estou longe de ser, 'grazie Dio')  - e tarde para a outra. Ou amor para um e "sei lá o que" para o outro. Ou amor sem ter certeza de ser, confundido muitas vezes com atração, paixão, compaixão, tesão, amizade, cisma até. Acomodação, pode ser. Ou até um ridiculo sentimento de possessão. Um "sei lá mais o que" que tem tudo isso. Porque amor É tudo isso - e mais um pouco, ou muito. Mas tudo combinado e encaixado, pitadas,  como quem tempera a vida.
E não me venha com dicas e regras, receitas e coisa  e tal, do tipo 'se você pensa na pessoa desde que acorda até deitar para dormir', ledo engano. Não é tão fácil assim.  Nem tão preciso. Eu penso em meus problemas -  e em pessoa que me trazem problemas - dia  e noite, e estou longe de amá-los, muito pelo contrário. Mas tem, sim muito disso. Muito de amor, muito de paixão. Muito de compaixão, de medo, de incertezas, também ( não existe mar de rosas...). Mas também muito de certezas, de companheirismo, de amizade até ( mas eu não sairia por ai beijando amigos...nem coisas ' piores'). De tentar ver sempre o lado A, o lado bom, do outro e de nós. Viver o nosso melhor lado, o melhor que podemos ser. É ter vontade de acertar, quando uma discussão vira conversa até se acertar - e pode até terminar na cama (entra aqui a paixão). É querer. Querer que o outro esteja bem. Que se dê bem. Que se sinta bem. É querer fazer diferente e a diferença. Não se aceita menos, nem metade. Nem omissões ou mentiras. Um tudo ou nada que não invade. Que mantém a individualidade - senão escraviza. Que mescla essas individualidades e cria momentos nossos. Que dá uma intimidade que não intimida. Que nos dá a chance de ser o que somos de melhor, viver o que temos de bom para viver. Mas também afagar, incentivar, abraçar, dar colo, reconhecer. É ser pai e mãe se for preciso. Irmã ou irmão. Filho, filha tanto faz. Ou até cachorro, naquelas horas que se sabe que se deve ficar em silêncio,  e esperar o melhor momento.
Ontem assisti Chéri e me reforçou o sentido da vida. Viver, sem limites. Até ver no que dá...

" O amor deveria perdoar todos os pecados,
menos um pecado contra o amor.
O amor verdadeiro deveria ter perdão para todas as vidas,
menos para as vidas sem amor"
Oscar Wilde

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