quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Seja!


"O que nos impede na maioria das vezes de ter o que queremos,
de ser o que sonhamos,
de fazer o que pensamos e aceitar com o coração,
é a ousadia que não cultivamos".

Essa frase - de Clarice Lispector, é claro - virou enquete  - e até confissionário! -  quando postei hoje no Facebook, esse mundo à parte, alguém poderia dizer. Mas eu vejo como um mundo aberto, democrático, onde a gente se expõe, sim, e espera do outro resposta. Eu gosto de como as pessoas interagem. Gosto de puxar assuntos. De fazer acordar.  Chacoalhar pessoas, como algumas também fazem comigo, sem nem notar. E me respondem, ou me perguntam, ou só palpitam. Acho bárbaro. Detesto diálogos em que o outro se fecha, fazendo de mim ser invisível, coisas que, quando tentei me acostumar, quase pirei - e foi duro pagar cinco anos de terapia.... Hoje faço terapia me expondo, seja lá, seja aqui. De graça. Às vezes dói, outras corrói, outras tantas alegra,  mas todas me fortalecem. E assim segue  a vida, essa troca maravilhosa de experiência e de simpatia. Dava um livro...
Mas voltando ao tema de hoje,  ousadia, sou no que me posso. Sem exageros, nem batidas de frente que, já aprendi a duras penas, de nada vale, nada resolve, só me machuca e arde. E tenho lá meus medos, sim, muito ainda, dos ridículos aos perfeitamente inteligíveis. Como o de ficar sozinha - não no sentido de estar só, e sim no de não amar, nem ser amada. Ou de amar e não ser. Disso já fugi, isso não me pega mais. Aprendi a lição....acho...
Corajosa eu sempre fui. Muitas vezes me esqueço disso, da menina que ganhou o mundo e enfrentou todo tipo de inimigos - principalmente ela mesma, inimigo que a persegue até hoje. Talvez tenha usado  - ou esteja - as armas erradas. Ou comprado  lutas que não levaram  a nada, asa insanas. Mas se não lutarmos, como saber? E , lá no fundo, bem no fundo onde parece que não há mais luz, nem gente para nos escutar, sim, sabemos quando e quais lutas são insanas. E se as compramos, ah, muita coisa deve haver por trás disso, nem que seja a esperança, essa criatura que sempre nos impulsiona. Mas como saber se não tentar? Se arrependimento matasse, eu teria dado usn fios de cabelo ou umas pontas de dedo, mas não o corpo todo, e nem muito menos a minha'lma.
Ousadia, belo cultivo. Deveríamos regar todo dia, feito planta sensível, rara, das que morremos de medo de deixar para lá. Feito certas orquídeas que florescem uma vez ao ano - e olhe lá. Mas a graça está no regar, cuidar, olhar, esperar. Quem sabe um dia você acorda e ela está lá, bela, colorida, perfumada, de peito aberto para a  vida.  Pode durar um dias, algumas horas talvez, mas está lá. Veio. Ousou se abrir para o mundo e se mostrar...




3 comentários:

  1. Menina Joy, transmissão de pensamento? Hoje ainda falei de vc para minhas colegas de aula...não sei sua idade, e quando paro para olhar sua foto, não sei distinguir. Sua carinha é de menina, mas suas ideias são de mulher! Um mulherão, diga-se de passagem!
    E esse texto, ousado, me deu um empurrão! Eu sou tão nova e tão cagona já uausususuaausuaah
    Somos, as mulherzinhas de hoje, mimadas, fraquinhas, lerdas, lesas, esperando da vida!!!!
    Deve ser muito bom conviver com você...inveja branca disso...tem filhas?
    Bejussss da Miazinha que se sentiu menorzinha ainda depois do seu texto
    Bejusssss no Paco, abençoado seja!!!Sortudo filho da mãe rssssssssss

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  2. Paco, sortudo, agradece, Mia! Outros prá ti. E sempre de cantinho...

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  3. Olá Joyce!
    Ousadia é uma grande ferramenta, principalmente se for aliada a alegria.
    Mas não me leve mal, não quero ser orquídea que se abre apenas uma vez ao ano. (risos)
    Quero todos os dias da vida.
    Colha bons dias.
    Tenha uma linda terça-feira!

    Quero lhe convidar para que leia ‘O casamento de seu Turíbio’ no http://jefhcardoso.blogspot.com

    “Que a escrita me sirva como arma contra o silêncio em vida, pois terei a morte inteira para silenciar um dia” (Jefhcardoso)

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