quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cigana



"Alguém dentro de mim mente para me proteger".

Fabricio Carpinejar tem razão. Ando brincando, falando que vou largar tudo e abrir uma barraquinha de ver o futuro. Se bola de cristal ou cartas, quem sabe runas, ainda não sei. A única coisa boa disso tudo é que eu iria ficar linda de lenço na cabeça, belo vestido rodado, lindo decote e mil colares.
Mas voltando ao assunto, antes que eu despenque para o lado bom da coisa, tenho adivinhado coisas. Ruins para mim, claro, se eu ver pelo lado B, de burrice. Se eu ver pelo lado A, de atenção, bom se eu usasse esse meu dom "adivinho" e seguisse meus próprios conselhos. Intuição é boa amiga, sempre, nós é que teimamos e fazemo-nos de cegos e surdos. Verdadeiros tapados, como se diz por ai.
Enfim, nem preciso de barraquinha, penso. Nem ao menos mudar de profissão, ou acrescentar mais uma na minha já vasta lista. É só ver que a vida anda muito óbvia, repetitiva, meio - ou bastante? - clara. Como esses filmes que a gente já consegue prever o final. Ou novelas em que, no último capítulo, só tem beijo, porque os maus já se deram mal no capítulo anterior. Fácil prever. Porque a gente não pensa na nossa vida como novela, por vezes do tipo mexicana, como gostamos de brincar? É tudo tão claro, tão certo, e temos a infantil ideia de que, sim, temos força para mudar. Que, sim, desta vez vai se diferente. Que, sim, o coração sabe o que faz. E mentimos para nós mesmos. Ou nos deixamos enganar por nós mesmos. Diz Carpinejar que é para nos proteger. Mas a gente já sabe que mentira tem perna curta...algumas curtas até demais.

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