sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Crescendo



Esse pensamento tomou conta de mim toda, dos pés á cabeça, hoje  a mil. Dia 11 de 11 de 2011. Para mim seria um dia de decisões - ou quase. De novos rumos, de resoluções, de crescimento - e  não para os lados. Dava até a soma do oito, da afetivação, da justiça e do acontecer. E bastou um não e tudo se foi por água abaixo. Toda a minha esperança, toda a minha força voltada para o assunto, toda  a minha energia focada foi pelo ralo - ou porta a fora. Ou ficou lá fora, sem pressa de entrar.
11 de 11 de 2011. Dizem que o dia é bom para meditação, para se repensar a vida. Para se espiritualizar. Eu descobri que estou no dia 11  de 11 de 2011 faz tempo, todo dia, e isso, pensar, repensar, se calar para me ouvir, virou rotina, virou mania. Cansa. Esperar cansa. Melhor sentar. Ou deitar. Eu queria pensar diferente. Aprender a levar a vida como dá. Ver no destino algo de bom, sem tanto medo de errar. Ver como o melhor da vida o que  a gente não espera, não o que a gente sonha e tenta, incessantemente, realizar. A felicidade no momento de descuido,  como já dizia Guimarães Rosa.  Esperar nada é, a meu ver - e pelo menos hoje, agora , amanhã já não sei -  o melhor a se fazer. Assim, o que vier é lucro. Não se pre - ocupar com as coisas, deixar que as coisas venham, aconteçam  fluam, e ai, sim, tentar resolver - ou absorver, ou desitir, tanto faz, mas finalizar de alguma força. Fechar ciclos, dar um fim na história, fechar  o livro de mistérios da vida. Ou, quem sabe, começar outra , página nova e limpa, e com esse começar tudo outra vez? Ou não. Seria tão mais saudável. A vida seria tão mais tranquila. Chego a ter inveja das pessoas que não têm sobressaltos, que fazem exatamente a mesma coisa todo dia, o mesmo acordar, o mesmo café, as mesmas atividades, os mesmos horários, os mesmos bons dias, pessoas, comidas, idas e vindas, cronometradas pelos afazeres, a mesma monotonia. Não sei se eu conseguiria, mas deve ser bom. Saber, de certo modo, o que vem depois. Ou pelo menos, mais calmo, sem tanto entra e sai, sem tanto vai e vem.
Vou testar viver de outro modo. Parar de bater a mesma tecla. Andar mais devagar, pensar menos. Culpar-me menos , me acariciar mais. Criticar-me menos, tentar amar-me mais. Tentar fechar um ciclo, ou abrí-lo de novo, mas novo. Estar num outro lugar com outras pessoas - mesmo sendo ambos conhecidos e amados - e tentar ver como me sinto. Ver as coisas com outros olhos menos viciados - e menos distantes. Mais decididos, mas não menos apaixonados. Outras alternativas, outras  tentativas de ludibriar  - e , quem sabe, lubrificar - meu cérebro. Dá medo, sim, mas um medo calculado. Serei eu a decidir as coisas. Serei eu a tomar as rédeas, inclusive as minhas. A achar  um jeito mais confortável  de me levar. A me deixar puxar pela mão, os invés de puxar...vamos ver no que dá!

E pensar como disse Osho:

"Onde você estiver, é sempre o início.
É por isso que a vida é tão bela, tão jovem, tão virgem.
Algo que você deveria sempre manter
– e esta é a única obrigação – é ser feliz"

Prometo tentar! E esperar brotar no canto da boca o tal sorrisinho indecifrável...

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