quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Gastança


Essa semana está sendo importante para mim. Posso dizer, assim, de boca cheia, que é, sim, uma semana de decisões. Decisões sobre o presente e sobre o futuro. E ai eu paro para pensar - e nesse pensar, muito - de como é minha'lma, talvez muito diferente de muita gente.
Minha'lma é estranhamente minha, feito digital.  Tenho um jeito só meu de me pensar, de pensar sobre a vida, sobre o hoje e sobre o amanhã. E isso, por vezes, assusta. Agora, por exemplo, numa semana que poderia se dizer definitiva, presente e futuro tem disputado palmo a palmo um espaço maior dentro de mim. Briga feia, e eu no meio. E eu, ao contrário do que se podia pensar, resolvi abrir meu peito para o hoje, tentando tirar essa névoa que tentam colocar sobre o meu amanhã, esse cara chamado futuro que por vezes nos faz tremer. Ou fazer escolhas de um jeito como se tudo fosse acontecer feito uma tabela pré - programada, feito matemática, onde dois mais dois dá um resultado sempre igual, destes que se aprende desde cedo. A vida não é assim, racional. Não se tem como programar, não efetivamente. Claro, em termos materiais, temos até como pensar nisso, cobrir tabelas, mas nunca se sabe até quando e se isso vai nos ajudar - ou se foi, no final de tudo uma grande besteira. Mas em termos de escolhas de vida,  de sentimentos, de relacionamentos, e principalmente do coração, ah, não se tem como adiantar. De nada adianta programar-se, tentar prever, pôr amor em rendimento. Não tem bolsa de valores, nem aplicações de pequeno , médio ou longo prazo. Amor é o tipo de investimento que que quanto mais se poupa, menos se tem. E investir nele pode ser bem solitário. Nunca se sabe até onde o outro vai, até onde o outro ama, até onde o outro corresponde, até onde vale. Porque amar é assim, um sentimento que se tem e pronto, não tem como medir. É assim como carinho, afetos, cuidados em geral. Coisas que você investe, sim, dá, doa, e espera, sempre, mesmo que intimamente, que dê o retorno esperado. Senão empate, mas que chegue perto, que nos sustente. Que nos faça mais completo, que nos faça inteiros, que nos deixe mais felizes...Hoje, quem dera até amanhã.
É, pensando bem, certo está o Carpinejar:
"liberdade na vida é um amor para se prender..."

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