domingo, 13 de maio de 2012

Aprendendo...


O maior elogio que me deram até hoje veio de meu primeiro Amor ( que me conhece desde os meus 18 anos e que diz me amar até hoje...e por isso mesmo guardo em mim com letra maiúscula!).
Que eu sempre soube muito do Amor. Não do amor banal, que passa, amor de rompante, amor de ficante. Mas do Amar que deixa o outro bem, sai deixando o outro melhor. Coisa de mulher. Começa sendo boa filha, quem sabe boa irmã. Passa por ser boa amiga, boa namorada, boa mãe.
Coisa bem boa. Marca minha que gosto. E não pretendo mudar, só aperfeiçoar. E lá se vão quase 50 anos praticando isso...
E não seria assim toda mulher? Nascemos boas meninas, boas filhas, boas netas, boas sobrinhas, primas e toda parentela esperada. Quem sabe boas irmãs. E antes mesmo de sermos boas amigas - de meninas e de meninos - já trainees de boa mãe, embalando bonecas, dando conselhos em voz baixa, ralhando com jeito. Depois viramos mães de irmãos. E se deixam os ciumentos tão amados, quem sabe boas namoradas e com sorte, boas esposas ( novas mães?). E, o tão esperado auge: mães. E entre uma coisa e outra - e quando nos sobra tempo e amor - mulheres. Damos sempre damos mais do que recebemos. Nossa mãe nos ensinou isso, mesmo sem palavra qualquer. Deve ter sido de tanto vermos elas deixarem de serem para nos fazer ser. Deve ser coisa de carreira, seguindo os passos deixados por ela, que seguiu os da mãe, o da vó...
O maior elogio que me deram até hoje foi o de que sei amar. Desde sempre. Bom que notaram. Bom quando notam. Amor é uma coisa que se tem, se dá e nem se dá conta do quanto se tem e do quanto se dá - mesmos aos que não merecem. Porque a gente, quando vem feminina, vem com uma carga extra de amor. Tem para dar e vender. mas como somos o que somos, damos todo o estoque. Tanto que, na maioria das vezes, nos faz falta nos amar como amamos os outros. Porque isso não nos ensinaram. Isso é uma lição que só vem com o tempo - e se dá tempo.
E é disso que ando correndo atrás...




- Ô mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?
- Não é no cabelo, no dengo ou no olhar, é ser menina por todo lugar.
- Então me ilumina, me diz como é que termina?- Termina na hora de recomeçar, dobra uma esquina no mesmo lugar.
Costura o fio da vida só pra poder cortar
Depois se larga no mundo pra nunca mais voltar
- Ô mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?
- Não é no cabelo, no dengo ou no olhar, é ser menina por todo lugar.
- Então me ilumina, me diz como é que termina?
- Termina na hora de recomeçar, dobra uma esquina no mesmo lugar.
Prepara e bota na mesa com todo o paladar
Depois, acende outro fogo, deixa tudo queimar
- Ô mãe, me explica, me ensina, me diz o que é feminina?
- Não é no cabelo, no dengo ou no olhar, é ser menina por todo lugar.
- Então me ilumina, me diz como é que termina?
- Termina na hora de recomeçar, dobra uma esquina no mesmo lugar.
E esse mistério estará sempre lá
Feminina menina no mesmo lugar


Feminina, música eternizada pela voz de Joyce Moreno, mãe de Clara e de Ana...




3 comentários:

  1. lindo texto...parabéns mamãe! bjos

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  2. Que linda! Elogio profundo =)
    Vc eh especial.
    Lindos ventos pra ti

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  3. Ainda hoje comentava em um blog algo mais ou menos assim: "tento sempre lembrar de me fazer bem em primeiro lugar, me cuidar em primeiro lugar, me valorizar em primeiro lugar e me permitir viver o que realmente eu mereço 101% se for possível..." Mas esse em primeiro lugar sempre vem depois da árdua tarefa de ser mãe, mulher e moderna... Que não esqueçamos nunca de nos amar!
    Lindo texto!

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