quarta-feira, 25 de junho de 2014

Divagando





Um passo atrás do outro, um dia de cada vez, uma coisa depois da outra...
Assim segue a vida, em compasso descompassado, ela trazendo tarefas , 
eu, guerreira , tentando resolver...
Só quem voa sem nem olhar para trás é o tempo...


Interessante quando a gente mesma se sente inspirada com o que escreveu. Quando o que se escreveu nos cala, faz pensar.  A sabedoria do tempo pretérito, nem sempre bem vivido, traz a máxima da não pressa. E até brinco com ela. Contra o fast food, comida caseira e conversa na mesa. Contra a conversa teclada e abreviada, quem sabe cartas de amor ? (Sonho com elas, longas, escritas a mão...). Do Amor Líquido de Baumann, fico com o namoro no sofá, o abraço demorado, o pegar na mão. Não tenho mais a preocupação juvenil do tudo para agora. Da rapidinha que deixa a desejar. Do beijo esfolado. Do ter que ser, sem nem querer. Tento aprender com o meu "novo" ritmo o passar das horas, para que elas não apenas passem, mas sejam bem vividas.  Sejam bem lembradas. Sejam equilibradas entre a razão e a paixão. Meço as palavras como quem costura uma roupa, uma colcha de ninar. Releio cada mensagem antes de mandar. Repenso cada palavra antes de dizer ( ou pelo menos, tento). Refaço caminhos que acho mais avantajados e não mais precisos. Como se o meu mundo fosse acabar amanhã e eu tivesse pleno entendimento disso, plena aceitação de que em tão pouco tempo não se faz milagres. Que o único milagre rápido e certeiro é um sorriso. Ou um beijo do amado. Ou o olhar profundo e animador. 
Um passo após o outro, como quem aprendeu agora a caminhar, passos ainda vacilantes. Um dia de cada vez, até porque nem Deus tem domínio sobre o amanhã, tamanho nosso livre arbítrio. Uma coisa de cada vez, como que aguçando o olhar de ver. Reparando - de olhar e de refazer os erros -  nas coisa ditas, ouvidas, lidas, pensadas, traçadas. Volto aos tempos de menina e me sinto mais forte, mais crédula de mim. Junto a ela essa experiencia boa que ela mesmo me ensinou que só no devagar das coisas a gente vive...Só no devagar das coisas se divaga...

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