segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Verbo


"A palavra, como se sabe, é um ser vivo"
 Victor Hugo (1802-1885),escritor e poeta francês.

A nossa língua - língua pátria,  e não esse órgão que sempre cede aos apelos exagerados do cérebro e se contorce demais, e se faz dona da razão, até que se morda!  -  tem armadilhas nas quais caímos e nem nos damos conta. Como o uso de verbos, como se fossem simples palavras, mas não o são. E como modificam os significados! E como nos modificam, como se tivessem  vida própria, como se nos dessem vida nem sempre própria. Como se fossem , bem além de palavras, ações incutidas em nós,  tomando conta de nossas ações e, pior, de nosso jeito de ser. 
Por exemplo? Verbos ser e estar. Existe uma diferença crucial entre o verbo ESTAR e SER! O que a gente , muitas vezes, não se dá conta. Posso ESTAR triste, mas não SOU triste - minha natureza é feliz, meu viver é feliz! Posso ESTAR confusa em relação a sentimentos, mas não SOU confusa em relação a isso. Posso ESTAR errada em relação a muitas coisas, mas não SOU errada o tempo todo e em tudo...E por desconhecer o real sentido dos verbos, nós mesmos nos preterimos...Nós mesmos nos classificamos, geralmente em letrinhas tão miúdas mas de enorme significado. 
É sempre bom lembrar a frase postada outro dia: NADA É. TUDO ESTÁ. E assim segue a vida...hoje feliz por estar mais feliz que muitos outros dias de minha vida...Ou, se não, com a certeza de que dias melhores virão. Essa é a vida, em constante movimento! Hoje estou, mas não sou. E o que sou é o que realmente me define. 
O que sou é o que me faz unica...como você!



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